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Estudo revela “alto nível de assédio sexual” na música clássica

Andreas Øverland/Flickr Estudo revela que há um “alto nível” de assédio sexual no setor da música clássica, especialmente entre os profissionais liberais

Estudo revela que há um “alto nível” de assédio sexual no setor da música clássica, especialmente entre os profissionais liberais


Ciberia/ZAP

Um estudo divulgado no último sábado (2) no Reino Unido revela que há um “alto nível” de assédio sexual no setor da música clássica, especialmente entre os profissionais liberais. O inquérito, realizado pela Incorporated Society of Musicians e divulgado pelo canal de música clássica Radio 3 da BBC, obteve 250 respostas, entre as quais 60% denunciaram discriminação de algum tipo, sendo a principal o assédio sexual.

Em declarações ao Music Matters, a diretora da ISM, Deborah Annetts, revela que, segundo os dados obtidos, “a maioria dos casos acontece em orquestras e conjuntos musicais, mas também há um alto nível de ocorrências em escolas e conservatórios”.

Annetts apontou ser “muito preocupante haver um nível tão alto de assédio sexual dentro da comunidade musical”. A maioria dos casos de assédio sexual detectado neste estudo, na ordem dos 70%, afetava músicos em regime liberal, frente aos 30% que ocorrem entre os músicos com contrato fixo.

A diretora da organização britânica de profissionais da música destaca que muitos casos de assédio sexual entendidos como de menor gravidade, como exibicionismo, não são sequer objeto de denúncia, normalmente “por receio de perder o trabalho”.

Outro estudo, divulgado também no último sábado pela Arts Professional, revista britânica dirigida a profissionais da arte, revela que, dos 800 profissionais do setor perguntados sobre o tema, 500 dizem ter sido vítimas de assédio sexual. No domingo (3), por exemplo, o maestro da Ópera Metropolitana de Nova Iorque foi suspenso devido a denúncias de três homens que o acusam de agressões sexuais durante a adolescência.

Em comunicado, o diretor-geral da Museu de Arte Metropolitano de Londres (Met) anunciou que James Levine, 74 anos, sairá de cartaz e que um antigo procurador foi chamado para analisar as denúncias.

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