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JP terá um parque onde foi o lixão

Espaço socioambiental ocupará uma área de 31 hectares, e serão investidos R$ 12 milhões para a sua implantação

por publicado: 30/07/2022 00h00 última modificação: 01/08/2022 09h45
Exibir carrossel de imagens Fotos: Evandro Pereira Área onde funcionou o Lixão do Roger, que foi desativado em 2003, após 49 anos de atividade; a Superintendência do Patrimônio da União autorizou a prefeitura a realizar a recuperação do local

Área onde funcionou o Lixão do Roger, que foi desativado em 2003, após 49 anos de atividade; a Superintendência do Patrimônio da União autorizou a prefeitura a realizar a recuperação do local

por Mayra Santos*

 

Um parque socioambiental deve ser construído em uma área no antigo Lixão do Roger. O projeto faz parte de um estudo que vem sendo realizado, desde o ano passado, pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e é resultado da investigação de campo feita pelo consórcio Terra/Promon, contratado por meio do Programa João Pessoa Sustentável. Recentemente, a prefeitura recebeu autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para recuperar a área que corresponde a 309 mil metros quadrados, localizada no antigo lixão do Roger, a fim de levar capacitação, lazer e esporte para a comunidade.

A área do antigo Lixão do Roger está situada às margens do Rio Sanhauá, sendo constituída de terrenos de mangue. Conforme a portaria nº 6.556 de 22 de julho de 2022, a área é considerada de interesse público e será destinada para fins de recuperação ambiental, correspondendo a 31 hectares.

O parque socioambiental, entre estudos e construção, deve custar R$ 12 milhões. O início da obra está previsto para o primeiro semestre de 2023. Todavia, vai depender do processo licitatório, segundo Thais Gifi, coordenadora de aspectos ambientais da Unidade Executora do Programa João Pessoa Sustentável.

De acordo com a coordenadora, a escolha do local levou em conta alguns aspectos importantes. “A escolha dessa área vem de anos e passou por questionários do banco, em termos de vulnerabilidade da cidade, levando em conta o crescimento urbanístico, o desenvolvimento da população, na tentativa de acompanhar o crescimento e a densidade demográfica. Então, isso foi discutido e resolvido previamente, antes do início do programa, sobre as áreas que seriam foco do investimento, sendo escolhido o lixão porque era um grande passivo que estava aí recebendo lixos de forma indevida por quase 50 anos”, elucidou.

Thais Gifi destacou a importância da obra para a comunidade e como essa construção pode ser transformadora para uma área de alta vulnerabilidade. “A importância desse projeto é que ele está ligado primeiro a recuperar uma área onde existia um passivo ambiental que tem como agregado, passivos sociais e urbanísticos o que torna a região desagradável. A proposta é instalar um parque socioambiental e trazer uma outra característica de uso para que de uma forma conjunta a gente possa ir desenvolvendo a região de uma maneira diferente e melhor”.

Estudos feitos no local e mais de mil análises da água e do solo da região

A coordenadora informou ainda que foram realizados estudos. “Já tivemos os estudos iniciais, parte de estudo in loco, foram feitas mais de mil análises de solo e água, mapeamento de contaminação, além de um relatório ambiental simplificado que aborda questões sociais e ambientais para favorecer o licenciamento e dá respaldo aos estudos”, e prosseguiu, “agora, o projeto está nessa fase de avaliação da solução, da alternativa de recuperação, depois vem o projeto básico, o projeto executivo e o projeto urbanístico do parque. Todas essas fases estão tendo a participação da comunidade e da cidade como um todo”.

Para Alexandre Rodrigues, 36 anos, que é casado e possui seis filhos e morador da localidade, o parque socioambiental vai trazer benefícios para todos. “Será muito bom porque vai beneficiar a comunidade, sinto falta de uma área de lazer. Para a gente ir pra uma área de lazer, precisamos nos deslocar para a Lagoa, porque aqui não tem”, comentou.

Já Cristiane Machado, 38, tem quatro filhos e afirmou que “pelo menos vai ter um espaço mais perto para levar as crianças para brincar, eles gostam, eles pedem para levar para Lagoa, porque lá tem parquinho para elas se divertirem”.

Antigo Lixão do Roger
O lixão foi desativado em 2003, há 19 anos, depois de 49 anos de atividade. Para substituí-lo foi implantado o aterro sanitário na área de Gramame. Com isso, 190 famílias que sobreviviam naquele local foram retiradas e alocadas em outras moradias. Apesar de nenhuma família viver mais no local, a degradação decorrente do uso inadequado do solo ficou. Sob a grama rasteira há até 12 metros de entulho. Por isso, tanto rigor e cuidado nos trabalhos de requalificação: é preciso ter certeza de que os níveis de contaminação são toleráveis e tratar o ambiente antes de tocar qualquer obra.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa de 30 de julho de 2022.

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