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Servidores da área da saúde de JP protestam por melhorias salariais

por publicado: 22/06/2022 09h03 última modificação: 22/06/2022 09h03
Foto: Evandro Pereira

Foto: Evandro Pereira

por Sara Gomes*

Cerca de 30% de cada categoria dos profissionais de saúde de João Pessoa continuaram trabalhando, ontem, nas Unidades de Saúde de Família (USF), mas 50% dos auxiliares e técnicos de enfermagem pararam as atividades.

A categoria realizou uma mobilização na Praça da Paz, no conjunto dos Bancários, reivindicando melhorias nas condições trabalhistas, valorização e respeito aos profissionais de saúde, reposição salarial, atualização do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), gratificação de insalubridade, regularização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e insumos, entre outras. Segundo a organização do evento estiveram presentes 230 servidores.

Adeririam à paralisação de advertência, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, médicos e odontologistas. Segundo informações da Secretaria de Saúde de João Pessoa (SES) foram suspensos os serviços de Atenção Básica, incluindo vacinação e testagem para detecção da Covid-19.

Já os serviços de urgência e emergência da rede municipal de saúde de João Pessoa, continuaram funcionando normalmente ontem, entre eles: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as quatro unidades de pronto atendimento (UPA) – Oceania, Valentina, Cruz das Armas e Bancários.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Milca Rego, a tentativa de diálogo para melhores condições trabalhistas à categoria acontece desde a gestão passada.

“Todos os secretários de saúde receberam o sindicato de enfermagem, mas infelizmente eles não têm autonomia para tomar decisões. Esperamos que depois dessa paralisação de advertência, o prefeito de João Pessoa coloque nossa demanda como prioridade”, afirmou.

O presidente do Sindicato de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Satenf), Adriano Lourenço, enfatiza a importância da paralisação para ter melhores condições de trabalho, falta de equipamentos e insumos e reajuste salarial.

“A princípio, a paralisação seria apenas entre auxiliares e técnicos de Enfermagem, mas após a assembleia outras categorias decidiram aderir ao movimento no mesmo dia. Nossa luta não é apenas por reajuste salarial, mas também para prestar um melhor serviço à população”, frisou.

A representante do Sindicato de Odontologias (Sindodonto), Joana Oliveira, frisou que o piso salarial pago pela Prefeitura de João Pessoa é inconstitucional. “O piso salarial de um cirurgião dentista que trabalha 20 horas semanais é R$ 3,6 mil, mas atualmente recebe R$ 1,5 mil. Essa defasagem salarial acontece desde gestões anteriores, mas esperamos que o Prefeito Cícero Lucena regularize as reivindicações dos profissionais de saúde”, solicitou.

Na USF integrada Costa e Silva, localizada na Rua Graciliano Delgado, os serviços funcionaram com equipe reduzida (administração, assistente de saúde bucal, um fisioterapeuta, um nutricionista e três clínicos geraispara não deixar os usuários do SUS sem assistência. A vacinação e testes de Covid-19 foram suspensos.

Prefeitura de João Pessoa

O secretário de Saúde do Município, Luís Ferreira Filho, publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o indicativo de greve dos profissionais de saúde, alegando que a proposta da Prefeitura de João Pessoa foi repassada a todos os sindicados envolvidos.

“Estamos redimensionando todos os serviços de saúde. Não é simples fazer um reajuste salarial, pois é preciso ter conhecimento por menorizado de cada serviço. Afinal, existe um quantitativo significativo de profissionais de cada serviço.Após mensurar essas questões,tenho a mais absoluta certeza que chegaremos a um reajuste nunca visto antes”, afirmou

A proposta da gestão de João Pessoa para os profissionais de saúde é um aumento de 10% em cima do salário total, além de um acréscimo em 58% no plantão extra trabalhada. “É um aumento considerável. Pretendemos também trazer de novo a pauta do PCCR para que haja avanços nesse sentido e, principalmente, estabelecer uma relação de confiança, entre a SMS e os profissionais de saúde” complementou Luís Ferreira Filho.Além do aumento salarial, ocorrerá também reformas prediais, melhorias das condições de trabalho e aumento na compra de insumos.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa de 22 de junho de 2022.

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