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Adeildo Vieira encerra etapa do projeto Cambada

por publicado: 28/01/2016 03h00 última modificação: 27/01/2016 19h59
Divulgação Natural de Itabaiana, é considerado um dos maiores compositores da Paraíba

Natural de Itabaiana, é considerado um dos maiores compositores da Paraíba


Linaldo Guedes

É a última apresentação, nesta sua primeira versão, do Projeto Cambada, criado pela Fundação Espaço Cultural (Funesc) com o objetivo de valorizar a música paraibana e seus compositores. E que apresentação! Às 20 horas de hoje sobe ao palco da Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural, o cantor e compositor Adeildo Vieira e a banda Por do Som. Se prepare, então, para conhecer o novo repertório de Adeildo e cantar grandes sucessos como “Amorério” e “Alegria de Farol”. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante).

Adeildo Vieira conta que no repertório do show de logo mais tem canções de Paulo Ró, Escurinho, Milton Dornellas, Totonho, Kennedy Costa/Acilino Madeira, Livardo Alves, Chico Limeira/Gustavo Limeira e Pedro Osmar. “Também cantarei, claro, canções minhas”, enfatiza. O show conta, ainda, com a participação de Dida Vieira, Pedro Inac e Titá Moura.

A banda que acompanhará Adeildo é a Por do Som, que é formada por jovens da novíssima geração de músicos e compositores, que já tem trabalho autoral e está gravando seu primeiro CD, patrocinado pelo FIC. É formada por Rudá Barreto (guitarra), Uaná Barreto (teclados), Titá Moura (voz), Ilder Santos (baixo) e Gilson Machado (bateria). “Esta é a banda que escolhi para me acompanhar daqui pra frente. O melhor é que se trata de um grupo que compreende e pratica essa proposta de valorizar a música produzida na Paraíba”, comenta.

Adeildo fala que ao ser convidado para participar do Projeto Cambada ficou empolgado. “Pela escolha do elenco, senti que havia uma tentativa dos organizadores em trazer representatividade da cena musical paraibana. Da maravilhosa calmaria no show da Troça Harmônica até a empolgante expressão de Escurinho, Seu Pereira e Totonho. Contemplando ainda Wister com seu som pop e bem acabado e o APX, exaltando três gigantes da nossa cena musical. Tudo isso veio bater com uma postura que tenho exercido nos últimos shows, que é a de cantar músicas de compositores paraibanos da cena independente. Acho que é preciso que nós exercitemos mais esse sentimento de alteridade pra fortalecer a união dos artistas. Mas, cantar esses meus companheiros não é um sentimento de mero corporativismo, mas a oportunidade de cantar canções extraordinárias, verdadeiros clássicos da nossa música. Cantá-las é um ato de grande prazer e emoção pra mim e garanto que assim também será para o público”, observa.

Segundo ele, só mesmo a grandeza dessas canções é que são capazes de lhe jogar no palco como intérprete. “Mas há nesta proposta um misto de prazer e compromisso com a nossa cena cultural. Sem esquecer o nosso próprio umbigo, precisamos entender que há algo bem maior, que é a cena onde fomos gestados. Precisamos valorizá-la!”, defende.

Sobre o Projeto Cambada, aliás, Adeildo faz o seguinte testemunho: “Gostei muito do modelo desse projeto. Acho importante que o público passe a pagar para ver seus artistas, pois isso muda a relação de consumo. O fato dos ingressos serem baratos é importante, pois atrai as pessoas. A Sala de Concerto José Siqueira é maravilhosa do ponto de vista acústico e também pelo conforto e capacidade de público. Ao terminar essa temporada do projeto, acho que os artistas precisam sentar com os representantes da Funesc para discutir seus desdobramentos, corrigindo problemas que detectamos. O melhor mesmo é perceber que o projeto é um sucesso, a julgar pela participação massiva do público”.

No final do ano passado, Adeildo Vieira lançou o CD “África de mim”. O trabalho tem empolgado as pessoas que já o adquiriram, inclusive aquelas pessoas que formam opinião e que tem autoridade crítica para comentar sobre música. “É, com certeza, um trabalho marcante na minha carreira”, diz.

Entre os planos para este ano está o de fazer shows de lançamento deste CD no primeiro semestre, mas sem pressa, pois Adeildo quer colocar no palco toda a estrutura que usou na gravação, com percussões, metais, vocais etc. “Só faço o show quando puder aplicar todos esses recursos artísticos e isso pode demorar um pouco, já que não é fácil encontrar apoio para este fim. Mas, ao invés de ficar reclamando, eu sou de desbravar caminhos. Vou fazer o show como eu quero e como o público merece”, frisa.

Por enquanto, Adeildo está enviando o CD para outros estados do Brasil e até para outros países, onde criou processos de divulgação, como Portugal, Senegal e França. “Se meu trabalho tem cheiro de mundo, este clama por voos altos, não só pelo seu conteúdo, como pelo fato de eu precisar colher em terrenos onde plantei na minha vida musical”, acrescenta.

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