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Amanda K estreia na poesia na ‘Budega Arte Café’ nesta 5ª-feira

por publicado: 31/05/2018 00h05 última modificação: 31/05/2018 03h44
Divulgação Amanda K lança o livro intitulado ‘Vinis descascando pelas bordas’

Amanda K lança o livro intitulado ‘Vinis descascando pelas bordas’


Linaldo Guedes

Amanda K estreou na literatura sendo a vencedora do Concurso Nacional de Contos e Poesia que marcou os 60 anos do Correio das Artes. Na época, foi premiada com livro de contos. Agora, ela estreia como poeta e lança “Vinis descascando pelas bordas” na Budega Arte e Café,  nesta quinta-feira (31), às 19h. O evento terá performance e música de Erivan Araújo, Pedro Ivo e Jofran Di Carvalho. A obra tem o selo da Editora Escalera.

Segundo Amanda K, sua vontade era lançar música, mas como não sabia fazer, saiu poesia, que só acreditou que tinha valor literário quando algumas pessoas que leram disseram que o tinham. “Falando nisso, de música, a vontade era tão grande que por isso o título, a capa, as cores...”, comentou.

Para Amanda K, esse livro está sendo bem mais fácil pra lançar que o outro “Cogumelos”, já que não dependeu do poder público para isso. “A Escaleras, apesar de ser ainda pequena, é uma Editora que tem demonstrado bastante profissionalismo, comprometimento e incentivo a Literatura aqui no Estado e tem servido de porta de entrada para bastante gente nova, ou mesmo para quem não é tão nova assim, como eu. Sempre que termino um livro é como se encerrasse uma etapa da vida e começasse outra – talvez por isso essa comparação de escrever/parir”, acrescentou.

Segundo ela, no livro tem poemas escritos há dez ou mais anos atrás, mas a maioria é de um tempo recente. “Acho que não me encaixo em um gênero literário específico. Escrevo o que der vontade. Por exemplo, tenho na gaveta um projeto pra um livrinho infantil”, observou.

Para a cineasta e também escritora, Veruza Guedes, “Vinis descascando pela borda” já nos prende no próprio título, já nos seduz a puxar uma cadeira de balanço e olhar a lua dentro de nós, refletindo sobre o que vem pela frente. “A cada poema, uma dose forte de gin com tônica pra ajudar a digerir cada verso que penetra silenciosamente um sentido. Quanta sabedoria cabe num poema? Será ela ou serei eu no balanço daqueles dias desenhados ali? Eu só sei que sua leitura vem fundo e pisa firme no terreno das saudades”, definiu.

Na verdade, o livro de estreia de Amanda K. na poesia é amargo, às vezes, dolorido, noutras, irônico na maioria das vezes, mas muito intenso, muito lírico, de muito verde poético. O título em si remete a algo não convencional nos tempos de hoje. Não estamos na época do vinil, apesar da indústria tenta trazê-lo de volta à tona. Por mais que volte, no entanto, fica mais restrito a um grupo, digamos, mais Cult, “descolado”, como dizem os mais jovens. Talvez a referência seja porque a poesia de Amanda K. surge como um bom e velho disco de vinil. Não no sentido de ultrapassado, de defasado. Mas, sim, de uma poesia moderna, ágil, rítmica, surreal em alguns aspectos. É preciso lê-la, ouvi-la, como se coloca um bolachão na vitrola e se viaja na melodia.

Sobre Amanda K

Amanda K. nasceu em fevereiro de 1985 na cidade de Cajazeiras/PB. É advogada e foi vencedora do Concurso Nacional de Contos e Poesia que marcou os 60 anos do Correio das Artes, na categoria contos com a obra “Cogumelos nascem no telhado”. “Vinis descascando pelas bordas” é seu livro de estreia na poesia e foi escrito no período de 2014 a 2018.

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