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Cineclube da FCJA exibe o longa "O Jardim dos Finzi-Contini"

por publicado: 05/04/2017 00h05 última modificação: 05/04/2017 01h37
Divulgação Cena do longa mostra a personagem Giorgio (Lino Capolicchio) em passeio com Micol, por quem ele nutre uma grande paixão

Cena do longa mostra a personagem Giorgio (Lino Capolicchio) em passeio com Micol, por quem ele nutre uma grande paixão


Guilherme Cabral

“A importância desse filme é porque retrata, de forma muito vigorosa, uma época triste da história da humanidade que foi a perseguição, na Itália, do fascismo de Benito Mussolini - que tinha sido seduzido pelo nazismo de Hitler - contra a aristocracia judia. É um filme muito bonito, belo, mas trágico, duro”, disse para o jornal A União Mirabeau Dias, membro da Academia Paraibana de Cinema (APC), referindo-se ao drama intitulado O Jardim dos Finzi-Contini, produção de 1970 dirigida por Vittorio De Sica e cuja exibição ocorre hoje, em sessão única - e com entrada gratuita ao público - a partir das 19h30, dentro da programação do Cineclube O Homem de Areia, da Fundação Casa de José Américo (FCJA), localizada em João Pessoa. “A fotografia e a trilha sonora, composta por Manoel De Sica, um dos filhos do próprio diretor, são exuberantes", ressaltou ele, que, na ocasião, é quem comentará o longa-metragem com os espectadores. 

Vencedor do Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro nos Estados Unidos, em 1972, O Jardim dos Finzi-Contini é uma produção conjunta da Itália com a Alemanha Ocidental, cujo roteiro é adaptado do livro homônimo de Giorgio Bassani. A trama é ambientada a partir de 1930 até 1943, na cidade italiana de Ferrara, localizada na região Norte - e rica - do país, onde Micol, personagem interpretada pela atriz Dominique Sanda, e Alberto (Helmut Berger) Finzi-Contini são filhos de um rico casal de aristocratas judeus. No entanto, enquanto ambos irmãos recebem amigos na propriedade da família para animadas partidas de tênis - entre os quais Giorgio (Lino Capolicchio), que é apaixonado por Micol - o fascismo e o nazismo crescem juntos, até chegar o momento em que os Finzi-Contini serão praticamente destroçados pelos fascistas, por causa de questões ideológicas e raciais.

“Vittorio De Sica é um grande diretor e a francesa Dominique Sanda é uma das mais belas atrizes do cinema mundial”, comentou, ainda, Mirabeau Dias. Ele também fez questão de ressaltar o final do filme, mas não quis entrar em detalhes nesse sentido, para não quebrar a expectativa, tendo preferido formular o convite ao público para que compareça à sessão e confira essa parte do longa.

Já o presidente da Fundação Casa de José Américo, Damião Ramos Cavalcanti, observou que, “no livro de Giorgio Bassani, verifica-se que o poder político, ou a violência econômica, interfere no mundo dos valores, afeta socialmente a cultura e, sobretudo, valores e sentimentos do indivíduo, do grupo e, de modo intrínseco, as relações de família e de amizade”. Ele disse ainda que, “no filme O Jardim dos Finzi-Contini, de Vittorio de Sica, tudo isso acontece, quando il duce Mussolini adere à política discriminatória de perseguição aos judeus, imposta pelo führer Hitler. A humanidade sempre reviveu o romantismo trágico de Romeu e Julieta, como em Verona; mas dessa vez, em Ferrara, na Itália”.

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