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Alunos de escola circense apresentam "Estações", no Paulo Pontes

por publicado: 26/01/2017 00h05 última modificação: 25/01/2017 22h16
Divulgação O espetáculo idealizado no ano passado tem como foco os aspectos estéticos das estações do ano, mais especificamente do outono e do inverno

O espetáculo idealizado no ano passado tem como foco os aspectos estéticos das estações do ano, mais especificamente do outono e do inverno


Guilherme Cabral

Catorze alunos da Escola Livre de Circo Djalma Buranhêm realizarão duas apresentações - cujo título é Estações - para marcar a conclusão de curso, que durou nove meses. A primeira será neste sábado, a partir das 20h, no Teatro Paulo Pontes, instalado no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. A segunda - e última - performance vai ocorrer no dia seguinte, domingo, nos mesmos horário e local. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e podem ser adquiridos com 1h de antecedência, na própria bilheteria do local.

A faixa etária dos alunos que estão concluindo o curso é dos 20 aos 40 anos de idade, todos já com experiência, informou para o Jornal A União o coordenador de Circo da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Diocélio Barbosa. “Alguns se inscreveram para se aperfeiçoarem e outros já estão se inserindo no mercado de trabalho, onde podem atuar em circo, escolas ou se apresentar em eventos. O curso foi pensado com esse objetivo, durante o qual foram repassados aspectos como o cuidado e a presença cênica”, disse ele.

Como o próprio título deixa antever, o espetáculo - criado e concebido durante o ano passado - traz, ao se valer da linguagem do circo, teatro e dança, o movimento perene das estações do ano, focando nos aspectos estéticos do outono e inverno. Nesse sentido, são ciclos que movem a vida e o estado da alma. Diante dessa diversidade, há estados que tentam se instaurar, mas terminam fluindo. Algumas épocas do ano também pedem mais calma, quando as árvores trocam de folhagem e, no caso do ser humano, o corpo pede silêncio e tenta se aquecer no calor da brancura do acaso. Outono e inverno. A propósito, Estações tem direção, concepção cênica e sonoplastia de Ulisses Nogueira, com edição de músicas de Lucas Justino Costa da Silva e iluminação e assistência de direção de Marinalva Rodrigues. No palco, vão estar Alexandra Lays Oliveira V. Barreto, Amanda S. Dantas Lacerda, Daniel da Nobrega Santos, Daniele Gomes de Andrade, Davi Delgado Clerot, Guilherme de Oliveira Manfrin, Irla Medeiros, Luan Rodrigues Baeta, Lucas Justino Costa da Silva, Mariana Moreira de Oliveira, Marinalva Rodrigues, Michelle Marice de Oliveira Manfrin, Mylla Maggi Vieira da Costa, Naylane Cavalcanti do Santos e Luís Eduardo.

Diocélio Barbosa confessou para A União que, embora diante de toda a modernidade que o mundo contemporâneo oferece, não acredita na extinção do circo. “Sempre existiu esse mito. Mas o circo se renova a cada década. Hoje, o circo está mais forte, porque está presente em outras linguagens, como novelas, filmes e seriados”, disse ele, para quem um exemplo que retrata bem o encanto que a arte circense exerce também foi demonstrado quando o ator paulista Domingos Montagner - que também atuava como palhaço - morreu afogado no dia 15 de setembro do ano passado, em Canindé de São Francisco (SE), aos 54 anos de idade, no intervalo das gravações da novela Velho Chico, da Rede Globo, na qual encarnava o personagem chamado de Santo.

“A homenagem prestada a Domingos Montagner foi muito bonita, o que nos comoveu, e mostra que a figura do palhaço é amada”, comentou Diocélio Barbosa, acrescentando ter assistido pela primeira vez uma performance do agora saudoso artista em 2001, na cidade de João Pessoa, quando veio se apresentar com o próprio grupo, denominado La Mínima, no Festival Riso da Terra, organizado pelo ator paraibano Luiz Carlos Vasconcelos. Depois, Diocélio contou que teve mais oportunidades para ver Montagner em cena e até tentou trazê-lo a João Pessoa.

Sobre a Escola - O dia 19 de março de 2016 marcou a inauguração oficial da Escola Livre de Circo, instalada ao lado do Teatro de Arena da Fundação Espaço Cultural da Paraíba. A solenidade contou com a presença do próprio homenageado, Djalma Buranhêm, bem como da equipe de professores e alunos. O objetivo é capacitar os participantes com excelência artística para o exercício das atividades de concepção, produção e execução de espetáculos e números das artes do circo. Os cursos são oferecidos durante todo o ano, contemplando diversas faixas etárias. Entre as modalidades oferecidas estão a manipulação de objetos, acrobacias aéreas, acrobacias, equilíbrio e outros domínios circenses. As inscrições para as turmas deste ano começam no próximo dia 30.

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