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Geraldo Azevedo retoma Oitentação em João Pessoa

publicado: 24/04/2026 09h19, última modificação: 24/04/2026 09h19
Músico faz show, hoje, com participações de Lucy Alves e Tadeu Mathias
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O cantor pernambucano relê sua carreira com a visita de Lucy Alves e Tadeu Mathias no palco | Foto: Leo Aversa/Divulgação

por Daniel Abath*

Quando completou seus 80 anos em 2025, o cantor e compositor Geraldo Azevedo rodou o país com a turnê Oitentação. O registro fonográfico da excursão virou álbum homônimo, disponível, a partir de hoje, nas plataformas de streaming, mas, junto ao disco ao vivo, o artista resolveu de novo acordar o amor, suas carícias e canções retomando a já consagrada turnê, começando por João Pessoa.

Estreando a nova fase de shows, Geraldo Azevedo apresenta-se hoje, a partir das 20h, no Teatro Pedra do Reino, no Pólo Turístico Cabo Branco, com participações de Lucy Alves e Tadeu Mathias. Os ingressos estão à venda no site do Sympla, com valores que variam de R$ 80 (meia balcão) a R$ 280 (plateia especial).

A ligação com a Paraíba, aliás, é antiga e recorrente. Aliás, o artista esteve recentemente no estado, em março, quando se apresentou em Areia ao lado da Camerata Parahyba. “Eu estou sempre muito feliz de cantar na Paraíba, uma terra que eu tenho um carinho grande. João Pessoa é sempre um reencontro especial. O público é muito carinhoso, canta junto, participa”, afirma o músico.

Essa troca direta com a plateia, essência do encontro, segundo o cantor, é o elemento que permanece inalterado ao longo do tempo, mesmo com as transformações naturais trazidas pela idade e maturidade artística. “A emoção continua a mesma”, diz ele. “O que muda é a gente. O tempo vai passando, a gente vai amadurecendo, olhando as canções de outra forma. Mas a conexão ali, no palco, segue muito viva”.

O projeto Oitentação nasce justo da vontade em revisitar a própria obra sem perder a vitalidade do presente — o álbum busca preservar a espontaneidade do palco, incorporando o calor do público e a fluidez das interpretações —, não se tratando de um registro mais polido em estúdio, mas de uma tentativa de transportar para o disco toda a energia do espetáculo ao vivo.

“Foi um processo muito bonito, de olhar pra minha história. A gente pensou um repertório que atravessa diferentes fases, reunindo sucessos e também algumas surpresas. Existe uma preocupação de levar mensagens positivas, de amor, de esperança. É como montar um roteiro afetivo, que faça sentido hoje”, comenta.

Mesmo diante da proposta retrospectiva, o artista não abre mão da criação. A canção inédita “Arthur e Alice”, presente no álbum, surge como um sinal dessa continuidade. Composta de forma espontânea, a faixa incorpora autoralidade contemporânea sem destoar do conjunto, reforçando a produção ativa do músico. Outro destaque é a regravação de “Eu vou te amar”, conhecida na voz de Elba Ramalho.

“Essa canção já tem uma história bonita com a Elba, e eu sempre tive vontade de gravá-la. Acho que esse disco, por ter esse olhar mais amplo sobre a minha obra, foi o momento certo. Foi uma forma de trazer a música pra mais perto de mim”.

Entre lembranças, Geraldo Azevedo também projeta o futuro com leveza, mencionando, em tom bem-humorado, uma possível “noventação”. “Eu falo isso com leveza, mas também com vontade de seguir. O que me move é o amor pela música, é estar no palco, cantando, tocando, encontrando o público. Enquanto tiver saúde e disposição, eu quero continuar vivendo isso. Se vier uma ‘noventação’, vai ser com a mesma alegria!”.

Em maio, a turnê desembarca em Porto Alegre (23), Rio de Janeiro (29), São Paulo (31); em 3 de junho, aporta em Brasília; e, em julho, alcança Belo Horizonte (11) e Salvador (17), na segunda etapa da celebração das oito décadas de um dos maiores nomes da MPB.

Através deste link, acesse o site para compra de ingressos

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 24 de abril de 2026.