A 7º edição do Festival Internacional de Arte Naïf (Fian) abre sua programação oficial hoje, às 19h, no Casarão da Cultura, situado no Centro da cidade de Guarabira, no Brejo paraibano. Antes, a partir das 18h, os organizadores promovem uma feira de artesanato e gastronomia e apresentações musicais. Serão homenageados os artistas Célia Gondim, Manoel da Maré, Ivanise, Iapari e Iaponi, Carlos Humberto, Bebeth Faber, Waldecy de Deus e Enzo Ferrara. As exposições seguem até dia 31 de julho.
As obras selecionadas estarão disponíveis para visitação nas dependências do Casarão da Cultura de Guarabira; pelo menos quatro artistas da terra foram incluídos: Dante Alighiere, José Wellington, Luiz Carlos e Márcio Bizerril Os expositores concorrem, ainda, a prêmios em dinheiro, com o apoio do Ministério da Cultura (MinC): dois vouchers de aquisição, no valor de R$ 7 mil cada, e cinco de incentivo, no valor de R$ 2 mil cada. Haverá, ainda, menções especiais e certificados para todos os participantes.
O coordenador do Fian, Adriano Dias, adianta que um dos destaques do evento é o segmento que aborda um tema urgente: o aquecimento global. “Trazer assuntos novos, contemporâneos, provoca nos artistas a necessidade de saírem de sua zona de conforto e produzirem obras magníficas como as que estarão em exposição. A expografia permitirá os visitantes passearem pelos subtemas: ‘O paraíso intocado’; ‘Início da degradação’; ‘A cara do culpado’ e ‘Sementes da esperança’”, informa.
Guarabira desponta como um pólo de arte naïf há 40 anos. Uma primeira geração acabou por influenciar as demais, assinala Adriano. “Artistas como Clóvis Junior, Adriano Dias, Madriano Basílio, Joilson Pontes, Lucas, José Wellington entre outros... Sempre atribuo essa vocação da cidade pela passagem do mestre Alexandre Filho, que morou na cidade na década de 1980. Depois da sua passagem, temos, hoje, como já disse o professor Robson Xavier, ‘A escola de Guarabira’”, explica.
Após encerrar sua passagem pelo Brejo paraibano, o festival seguirá para Natal (RN) em agosto. A importância do Fian, segundo o seu coordenador, repousa, justamente, no incentivo à produção e na circulação dessa linguagem. “A sua existência trouxe maior visibilidade para cidade que hoje é conhecida no mundo através da arte naïf, deixando como legado ao museu da cidade mais de 250 obras de artistas do mundo inteiro, tornando nosso acervo um dos mais importantes do país”, resume Adriano.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 28 de maio de 2026.