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Livro ‘Conversa de Jardim’ será lançado hoje na capital

por publicado: 11/04/2018 00h05 última modificação: 11/04/2018 10h09
Exibir carrossel de imagens Divulgação Roberto Menezes e Maria Valéria Rezende são amigos de longas datas e têm o hábito de conversar no jardim da casa da escritora

Roberto Menezes e Maria Valéria Rezende são amigos de longas datas e têm o hábito de conversar no jardim da casa da escritora

 
Linaldo Guedes 

Mais do que uma bucólica conversa de jardim, o livro é um diálogo, cheio de vai-e-vens, de reflexões, de ironias sobre o fazer literário, sobre o mundo da literatura, sobre livros lançados, sobre prêmios. “Conversa de Jardim”, de Maria Valéria Rezende e Roberto Menezes, será lançado nesta quarta feira (11), no início da noite, na Budega Arte Café, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.

Segundo os autores, “Conversa de Jardim” nasceu da ideia de transpor conversas que estavam sendo gravadas desde 2014. Nem eles sabem quantas vezes se encontraram. Horas e horas de conversa fiada. A ideia de transcrever surgiu muito depois. Não é uma biografia. Não é uma entrevista, garantem.

Maria Valéria Rezende, que acrescenta: “O que tem aqui é só o papo informal entre dois amigos, dois escritores, uma veia e um novinho. É uma troca, é uma conversa de gerações.”

Roberto Menezes garante que a obra não nasceu de maneira programada. Ele costuma visitar Valéria regularmente e teve um tempo, em 2014, que corria de onde mora, ao lado do MAG Shopping, até a casa de Valéria, do lado do Shopping Sul. “E pra descansar dessa corrida entre shoppings, batia na casa dela. Isso era quatro da tarde, mais ou menos. A gente conversava de tudo. Teve um dia que pedi pra gravar. Pronto. Horas e horas de conversa fiada”.

Os dois só tiveram a ideia de transformar o produto dessa conversa em livro agora, no começo de 2017. “A gente pensou, bora fazer uma brincadeira. Tipo, discordar do que a gente já tinha falado, reforçar, e naturalmente foi tomando uma estrutura de livro. A gente conseguiu pôr coisas legais como arcos narrativos em toda conversa, e algumas rimas narrativas também. Mas já vou avisando, quem for ler não deve confiar no que a gente fala da nossa história, talvez seja invenção, talvez o tempo confundiu a gente na mão grande”, esclarece, destacando personagens, simulacros. Até o que aconteceu de verdade é pura ficção. Na verdade, co-ficção, escrita por quatro mãos “confusas, tagarelas e hiperativas”, como eles se definem.

É um livro pra quem gosta de ler. Mas principalmente para aquela pessoa que gosta de escrever. “A gente divide nossa visão de mundo. E isso rebate sem sombras de dúvidas na maneira como a gente escreve e sobre o que a gente quer escrever. Conversa de Jardim é um livro que eu queria ter lido quando eu tinha dezessete, dezoito anos e era mais perdido do que cego em tiroteio” afirma Menezes.
 

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