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Marina Peralta canta no Caravela

publicado: 15/01/2026 09h04, última modificação: 15/01/2026 09h04
Cantora sul-matogrossense é a atração de hoje do Quinta Reggae, mas passeia também por outros gêneros, como o rap e a MPB
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Para Marina Peralta, o reggae é um ritmo universal, que renova público graças aos seus desdobramentos | Foto: Thamires Mulatinho/Divulgação

por Esmejoano Lincol*

O sobrenome sugestivo antecipa o espírito aventureiro da artista sul-matogrossense Marina Peralta. Compositora desde os 12 anos de idade, conheceu a música por meio de segmentos diversos — dos corais das igrejas aos grupos de dança — absorvendo assim as influências que ajudaram a constituir sua carreira na idade adulta. Ela chega à capital paraibana onde faz show hoje, a partir das 20h, na Caravela Cultural, situada no Centro de João Pessoa. A apresentação faz parte do projeto Quinta Reggae e contará com a participação do conjunto Selecta Vitrola; a discotecagem da Radiola Jamaicana completa a noite. Os ingressos estão disponíveis na página do site Shotgun, ao preço único de R$ 30 (segundo lote).

Apesar do repertório mais voltado para o reggae e suas canções autorais, presentes em discos como Agradece (2016) e Leve (2019) e no single mais recente, “Balanço” (2025), Marina passeia por outros gêneros relacionados, como o reggaeton, mas aventura-se, ainda, em estilos mais distintos, como o rap e a MPB.

“Tudo fica com ‘gostinho’ de reggae. Eu canto as minhas faixas em instrumentais clássicos e em versões de diferentes produtores, improvisadas, distintas dos discos gravados e do ao vivo, com a banda. O show traz músicas importantes na minha trajetória, como ‘Ela encanta’ e ‘Mama respect’”, detalha a intérprete.

Marina assevera que seu trabalho dentro e fora dos palcos está alicerçado pela cultura do sound system, forma eficiente de promover eventos musicais por meio de uma aparelhagem mais portátil de caixas de som, que nasceu na Jamaica e ganhou o mundo. Mas seu arcabouço de referências é bem maior.

“O que mais ouvi em casa foi samba, MPB e música gospel. Depois, através das minhas irmãs, é que chega o rap e, então, o reggae. Quando passo a viver mais a rua, dar meus próprios rolês, me identifico muito rápido principalmente pela junção de música revolucionária com espiritualidade e estilo de vida, cultura”, recorda.

Comentando sobre o contato das gerações mais jovens com o reggae, Marina sustenta que esse é um ritmo universal, que renova o público graças a seus desdobramentos. Um deles o dancehall, tendência criada nos 1970, também na Jamaica, hibridizada com a cultura dos DJs e com a música eletrônica, a partir da década de 1980. 

“Esta dialoga especialmente com a juventude periférica, tal qual o funk no Brasil. Ainda assim, artistas mainstream têm dado atenção para essa vertente e, consequentemente, voltando os olhares para tal. Queremos garantir que o verdadeiro sentido dessa música e sua cultura não se percam”, sinaliza.

Além dos álbuns e das canções citadas, a cantora ostenta uma produção extensa de registros ao vivo e singles. Dois deles, “Coração novin”, faixa com Cidade Verde Sounds, e Marina Peralta no Estúdio Showlivre (Ao Vivo), lançado há sete anos. Em 2013, celebrando 10 anos de carreira, ela trouxe a público Rewind, antologia com alguns de seus êxitos autorais.

“Tenho álbum novo para 2026, músicas inéditas que passeiam por diferentes segmentos da música, que fazem parte da minha história e que reforçam minha narrativa como mulher, mãe, vinda do Centro-Oeste do Brasil, num lugar de fronteira com Paraguai e Bolívia”, conclui.  

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 15 de janeiro de 2026.