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Mostra de Wilson Figueiredo é aberta nesta 6ª-feira na capital

por publicado: 15/02/2018 19h05 última modificação: 15/02/2018 19h34
Marcos Russo Wilson Figueiredo é reconhecido  por obras feitas de chapas de ferro de grandes dimensões, expostas em diferentes espaços

Wilson Figueiredo é reconhecido por obras feitas de chapas de ferro de grandes dimensões, expostas em diferentes espaços


Guilherme Cabral

Trinta obras - entre esculturas de ferro e telas com arame e parafuso - integram a exposição 'Wilson - Mutação Artística', que o artista plástico, desenhista, pintor e escultor paraibano Wilson Figueiredo abre nesta sexta-feira (16), na galeria do Centro de Turismo e Lazer (CTL) do Serviço Social do Comércio (Sesc), localizado no Bairro Cabo Branco, na cidade de João Pessoa. O vernissage começa às 19h e, na ocasião, ele também lançará - com sessão de autógrafos para o público - o livro homônimo ao da mostra, cujo conteúdo faz um retrospecto da sua carreira, iniciada em 2006, e poderá ser visitada pela população até 30 de março, sempre de segunda-feira a domingo, no período das 9h às 18h.

“Estou muito honrado em participar desse projeto do Sesc Paraíba, que abre as portas da galeria do Centro de Turismo e Lazer no Cabo Branco para que eu realize essa que é a minha primeira individual de 2018 e, também, está lançando o livro 'Wilson - Mutação Artística', dentro das comemorações que marcam os 70 anos de existência do Serviço Social do Comércio no Estado”, destacou para o jornal A União Wilson Figueiredo.

O artista também externou sua satisfação porque, por intermédio dessa exposição, sua obra terá ainda mais visibilidade, por estar instalada nas dependências do Centro de Turismo e Lazer do Sesc. “Em 2016, também fiz uma exposição neste mesmo espaço, que foi visitada por turistas que estavam na cidade de João Pessoa. É um espaço de suma importância e acredito que, neste ano, o resultado também será positivo”, comentou Wilson Figueiredo.

O título da exposição, e também do livro que será lançado, sintetiza muito bem o caráter retrospectivo da individual. Quem visitar a galeria do Centro de Turismo e Lazer do Sesc poderá contemplar obras que oferecem uma amostra das etapas da carreira de Wilson Figueiredo. Ele disse que começou sua atividade artística depois de se aposentar. Basicamente, são três fases, sendo a primeira caracterizada pela produção de telas com arame em fundo eucatex, que utilizam a luz para dar um efeito tridimensional para quem as observa; depois, passou a criar esculturas em chapas de ferro e parafuso e, agora, confecciona peças em ferro reciclado. Neste caso, ele esclareceu que, por serem de grandes dimensões, levou para a mostra os protótipos, que são menores.

Wilson Figueiredo também fez questão de ressaltar que o livro que lança nesta sexta é um registro documental de sua trajetória no campo da arte visual. Ele disse que nas páginas estão as imagens das telas e esculturas que integram a individual, além de textos, resenhas sobre seu trabalho assinados, por exemplo, pelo também artista plástico Flávio Tavares, o jornalista e escritor William Costa, que também é o editor do Correio das Artes, suplemento cultural e literário do jornal A União, e o crítico Eudes Rocha.

A propósito, é o crítico Eudes Rocha que também assina o texto de apresentação da individual de Wilson Figueiredo. “O artista, valendo-se do arame, desenha cenas, os objetos ou as pessoas que deseja inserir na composição de cada obra e o faz com a ideia de criar efeitos de sombra provocados pela incidência da luz sobre as linhas de arame, o que resulta num criativo jogo de imagens”, registra ele, que é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e para quem “o talento com que Figueiredo faz suas obras é surpreendente e de um expressivo valor para o universo das artes visuais”.

Além dos arames em tela, que Wilson Figueiredo garantiu para A União ainda estar produzindo, o artista é autor de esculturas em chapas de ferro de grandes dimensões, algumas das quais instaladas ao ar livre, para deleite da população que passa pelo entorno, a exemplo das peças que se intitulam 'Cavaleiro Alado', 'O Bem do Mar', 'Flor de Cactos', 'O Legionário', 'A Criança no Trânsito', 'Asas da Folia' e 'Accauhan'.

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