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Música paraibana no Salão do Artesanato

publicado: 16/01/2026 09h04, última modificação: 16/01/2026 09h04
Artistas mostram seu trabalho e talento nas noites do evento, que está sendo realizado em Tambaú
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Neste fim de semana, o palco do Salão do Artesanato Paraibano recebe Sandra Belê | Foto: Natalia Di Lorenzo/Divulgação

por Emerson da Cunha*

O mosaico tem sido o tema deste ano do 41º Salão de Artesanato Paraibano, aberto no dia 9 de janeiro e que segue até 1o de fevereiro, na orla de Tambaú, ao lado do hotel que leva o mesmo nome da praia. Além da apresentação do uso da técnica entre os cerca de 600 expositores e artesãos, o mosaico também pode simbolizar a reunião e justaposição de uma série de expressões musicais que também contemplam a programação. Entre os 6 mil m² de extensão, há um palco ofertado para a música paraibana. Neste fim de semana, o público poderá esperar um mosaico de forró, músicas populares com releituras contemporâneas, samba, música autoral paraibana, poesia urbana, axé e repertório infantil.

Hoje

A programação de hoje começa às 18h, com apresentação do grupo Jambeira, um encontro de mulheres artistas voltadas para a música brasileira, com pesquisas sobre manifestações da cultura popular e elementos contemporâneos. O grupo é formado por: Ana Rosa, no violino, na rabeca e na percussão; Ingrid Simplício, no baixo elétrico e na percussão; Mayara Brito, no tchelo e na percussão; Mayra Brito, também no tchelo e percussão; e Naomi no cavaquinho, violão e percussão. Além de tocar os instrumentos, todas cantam.

No mesmo dia, às 20h, é a vez de subir ao palco o forró da cantora, musicista e atriz Sandra Belê, que apresentará o show Nordestina, montado e pensado para os ciclos juninos. O repertório visa dialogar com o caráter popular do próprio salão a partir da música tradicional nordestina.

“O salão por si só é um grande espetáculo, motivo de muito orgulho. Não é o primeiro ano da gente e a expectativa é sempre a mesma. A gente chama o pessoal que conhece o trabalho para ir visitar o salão de artesanato, para chegar mais cedo, visitar os estandes e chegar ao show. É muito interessante mostrar nossa arte para pessoas que vêm de fora e que levam nosso nome para suas cidades de origem”, elabora Belê.

Amanhã

As apresentações de amanhã têm início também às 18h, com o projeto Ruanna e Samba Leve, que, como o nome diz, traz os principais clássicos do samba para agradar a todos os públicos. Dentro do repertório, constam nomes como Clara Nunes, Elis Regina e Cartola. 

Ruanna se apresenta amanhã (17) | Foto: Dani L/Divulgação

“A gente faz essa mistura e geralmente agrada bastante. Com certeza o pessoal vai saber cantar junto com a gente”, coloca Ruanna, que já se apresentou em outras edições do Salão. “É um repertório em que as pessoas se envolvem, traz memórias afetivas. O público pode esperar grande interação, pode soltar a voz. Eu adoro quando o público canta junto. É muito interessante estar num ambiente desse em que a arte transpira em suas diversas formas”.

Escurinho toca às 20h

Quem sobe ao palco logo depois, às 20h, é Escurinho, que promete dialogar com o período momesco que se aproxima e trazer um repertório de Carnaval, fazendo uma espécie de prévia. No repertório, devem entrar clássicos do frevo, como “Vassourinhas”, “Fogão” e “Morena tropicana”.

“Tem muito frevo. A ideia é fazer um baile de Carnaval. E tem também as coisas autorais, as cirandas, os cocos, tem Chico César”, explora o cantor. “Vamos ter a oportunidade de mostrar minha música para esse público tão diverso, gente que vem do Brasil todo, do mundo, do Sertão, do Nordeste. E essas pessoas vão ter a oportunidade de conhecer um pouco da cultura da gente, do que a gente está produzindo. Eu acho que é o momento importante para isso, essa troca”.

Domingo

O domingo (18) será inicialmente voltado para as crianças e suas famílias, a partir das 17h, com o projeto Camaleão Musical, do cantor, compositor, violinista e arte-educador Henrique Ornellas. Na apresentação de contação de histórias musicadas, Ornellas traz o enredo de um camaleão que, ao passear pela floresta, encontra os amigos sapo e pica-pau para cantar, aprender e dançar.  O repertório traz composições autorais, mas também referências da música brasileira, como Luiz Gonzaga e Villa-Lobos.

“O projeto é composto por histórias, músicas e brincadeiras de forma lúdica, interativa e participativa. A ideia central é que a criança não seja apenas espectadora, mas parte ativa. Embora tenha forte diálogo com o público infantil, o público-alvo do Camaleão Musical são todas as pessoas dispostas a ouvir, cantar e dançar”, explica Ornellas. 

E, para fechar o fim de semana também em clima de festa e Carnaval, a apresentação que finda o domingo às 20h, é o Axé do Yuri, projeto do músico e cantor Yuri Carvalho. O show comemora os 40 anos do axé, com músicas como “Faraó”, “Eva”, “Baianidade nagô”. 

No domingo, Yuri Carvalho apresenta seu show Axé do Yuri | Foto: Max Britto/Divulgação

“Além das minhas canções autorais, como ‘Pra agradecer’, ‘É amar’, que a gente acabou de lançar, agora em dezembro, e, graças a Deus, o pessoal está gostando muito. É uma canção que fala do amor e do ato do amar. E ‘Encontrar você’, outra canção autoral também que está no repertório”, explica o cantor.

“É muito bom porque é justamente uma relação: sempre que a gente toca lá, muita gente de fora começa a conhecer o nosso trabalho. Isso resulta de gente do Brasil e fora conhecendo nosso show, nossas canções autorais, e isso vai ampliando nosso público. Todo artista precisa disso, de mais público fora do seu raio”, complementa Carvalho.

Programação/Fim de semana:

HOJE

  • 18h – Jambeira
  • 20h – Sandra Belê

AMANHÃ

  • 18h – Ruanna e Samba Leve
  • 20h – Escurinho

DOMINGO

  • 17h – Henrique Ornellas
  • 20h – Yuri Carvalho

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 16 de janeiro de 2026.