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Com roteiro de Walter Galvão, Patmos lança biografia de Fidel em formato HQ

por publicado: 23/08/2016 00h05 última modificação: 23/08/2016 08h29
Divulgação Trecho de capa da obra que será lançada também em espanhol

Trecho de capa da obra que será lançada também em espanhol


Guilherme Cabral

A produção de HQ por paraibanos vem passando por um período de efervescência, deflagrado, principalmente, a partir da Coleção Primeira Leitura, que divulga e valoriza o trabalho desses artistas do traço e que foi iniciada pela Patmos em novembro de 2014, quando ocorreu a publicação do primeiro volume com a biografia do poeta do Eu, intitulado Augusto dos Anjos em Quadrinhos, com roteiro assinado pelo escritor e professor Jairo Cézar Soares e ilustrações de Luyse Costa. A propósito, o próximo número - o 12º - vai contar a trajetória do historiador Horácio de Almeida e o lançamento está previsto para amanhã. Agora, diante da receptividade, a editora se mantém na mesma linha e, nesse sentido, estreou, no último dia 13, uma nova coleção, denominada Top5, inaugurada com o lançamento, naquela data - e dentro da programação do Agosto das Letras, evento realizado pela Funesc (Fundação Espaço Cultural da Paraíba) - do livro Fidel Castro - O Herói da Sierra Maestra, roteirizado pelo jornalista Walter Galvão e com ilustrações de Lelo Alves. Essa obra já despertou o interesse de uma livraria em Portugal, onde deverá ser lançada. Mas o editor da Patmos, Carlos Roberto de Oliveira, antecipou para o jornal A União estar debruçado num projeto de maior fôlego, que é o de lançá-la em Cuba, ilha localizada na América Central, em novembro, ou então, caso não seja possível, em países da América Latina, a exemplo da Argentina.

O jornalista e escritor Walter Galvão confessou para A União ter sido “uma honra” participar como roteirista do livro. “O trabalho resultou em cenários altamente criativos e de qualidade. Foram três meses de trabalho, iniciado no dia 27 de abril, com a primeira reunião, e se estendendo até julho. Mas o principal, para mim, é o trabalho do ilustrador Lelo Alves, que deu qualidade à obra, por sua extrema sensibilidade. Algumas cenas são reproduções de filmes famosos, vinculados à Guerra Fria, com sistema de referência como documento histórico e de contribuição estética para esse campo dos quadrinhos”, disse ele, referindo-se à obra, lançada como edição comemorativa na própria data em que o comandante da Revolução Cubana - movimento popular que derrubou, em janeiro de 1959, o governo do então presidente Fulgêncio Batista e implantou o sistema socialista, liderado por Fidel Castro - completou 90 anos de idade. Nesse sentido, para obter seu intento, ele disse ter realizado uma intensa pesquisa enfocando aspectos como a vida da população, a arquitetura, carros e rádios no contexto social da capital do País, Havana, além de discursos de Fidel, adaptados para tal objetivo, mas, principalmente, a modernidade em Cuba, um País pioneiro, na América Central, em algumas áreas, a exemplo das transmissões de rádio e TV.

“A intenção do projeto foi referenciar, nessa biografia, uma síntese na trajetória revolucionária de uma geração cubana e da América Ibérica. Além disso, propor a trajetória de Fidel como síntese de condicionalidades da vida em sociedade. Entre essas condicionalidades a forma de exercer poder político e social; de estabelecer condições para autonomia dos grupos sociais e das pessoas, além de explicitar a luta vitoriosa contra a corrupção no Exército, na Polícia, na Justiça, por todo o canto. O outro aspecto é exaltar a tradição de alta qualidade dos realizadores de quadrinhos paraibanos, a exemplo de Emir Ribeiro, Thaïs Gualberto, Mike Deodato Jr., Shiko, Luyse Costa e o Leo Alves “, acrescentou Walter Galvão.

A propósito, o ilustrador Lelo Alves - paraibano natural de Olho D’água, município localizado no Sertão do Estado e que atua como profissional há cinco anos - confessou que foi “bom” trabalhar no projeto do livro com a biografia quadrinizada de Fidel Castro. “Walter Galvão é uma pessoa tranquila, que acatou as sugestões. Nós atuamos na mesma sintonia e na mesma linha de raciocínio”, disse ele, que produziu as ilustrações durante cinco semanas e considerou a empreitada como “uma nova experiência”. O artista ainda elogiou a iniciativa da Patmos, justificando ser uma das poucas editoras da Paraíba a divulgar e valorizar os paraibanos que atuam na área dos desenhos direcionados para as histórias em quadrinhos. “Uma iniciativa inovadora, que mescla um trabalho de qualidade com a cultura pop, que é a HQ”, comentou ele.

Já o editor da Patmos informou que o livro sobre Fidel Castro integra o volume da área política da Coleção Top5, antecipando que produzirá a versão espanhola da obra para lançá-la em outros países, pois sua intenção é conquistar o mercado internacional. Os demais personagens são Hitler, Abraham Linclon, Che Guevara, Nelson Mandela, ou, então, Mahatma Gandhi, o que ainda está para ser definido. Carlos Roberto de Oliveira disse que há algumas diferenças entre esta nova coleção e a Primeira Leitura. “A Top5, que, depois, incluirá outras áreas, como esportes - e Pelé já é um nome escolhido - artes visuais e música - se diferencia da Primeira Leitura por ser mais sofisticada, pois os quadrinhos são em posição vertical e o papel é couchê”, observou ele, salientando que a obra sobre Fidel não possui nenhuma tendência política, pois a ideia do projeto é apresentar, aos leitores, a biografia do líder cubano.

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