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Pianista apresenta recital na UFPB

publicado: 13/05/2026 09h15, última modificação: 13/05/2026 09h15
Morando nos EUA, a gaúcha Isabella Brill toca pelo Brasil e é atração na Sala Radegundis Feitosa
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Isabella Brill é recém-graduada pela Bowling Green State University, dos EUA | Foto: Reprodução/Instagram @ isabella.brill

por Daniel Abath*

Radicada atualmente nos Estados Unidos, a pianista Isabella Brill realiza turnê brasileira e desembarca em João Pessoa com seu recital de piano. A apresentação acontece amanhã, a partir das 20h, na Sala de Concertos Radegundis Feitosa, do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), no Campus 1 da UFPB. A entrada é gratuita.

Natural do Rio Grande do Sul, Isabella é recém-graduada pela Bowling Green State University, em Ohio (EUA), sob orientação de Solungga Liu. Voltando de férias para casa, a pianista decidiu realizar alguns recitais pelo Brasil. Dentre os destinos, João Pessoa, terra em que sua orientadora chegou a se apresentar em 2022, por ocasião da 5a edição do Festival Internacional de Música de Câmara.

Esta será a primeira vez que a gaúcha toca na capital paraibana, em apresentação de aproximadamente uma hora de duração. No repertório da noite constam obras de nomes basilares à música erudita, a exemplo de Sebastian Bach (“Prelúdio e Fuga no 5”), Chopin (“Scherzo no  4, Op. 54”), Beethoven (“Sonata no  23, Op. 57, Appassionata”), Debussy (“Étude no  2, Pour les tierces”), Heitor Villa-Lobos (“Festa no sertão”, no  3 do “Ciclo brasileiro”), bem como a peça da compositora e professora de piano Catarina Domenici, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), (“Fantasia sobre a canção gaúcha ‘Prenda minha’”).

“Comecei a tocar piano com seis anos, na verdade, porque meus pais queriam que eu fizesse algum instrumento musical”, conta Isabella. “Eu escolhi piano porque a minha melhor amiga da época foi fazer piano, e então eu disse: ‘Ah, eu vou fazer também’. No fim, ela parou e eu continuei”.

A música clássica só chegou aos 12, 13 anos. Foi quando Brill cursou aulas de piano na extensão da UFRGS, aprofundou mais no instrumento clássico e passou a entender que realmente gostava de tocar esse tipo de repertório. No fim do Ensino Médio, tendo que decidir os próximos passos rumo à faculdade, a música pesou mais. “Gosto muito de me apresentar, estudar essas peças e tocar música para as pessoas, alcançar mais pessoas”, comenta ela a respeito de seu intuito maior com a arte.

Diante da influência popular e caseira da vitrola dos pais, sempre a girar o rock e o pop na agulha, o gosto pela música clássica é creditado a uma antiga professora, a pianista mineira Cristina Capparelli.

“Comecei a pesquisar mais na internet sobre pianistas. E um pianista que eu realmente adoro — infelizmente ele já faleceu — é o Nelson Freire [1944-2021], pianista clássico renomado, já tocou em vários países pelo mundo. Ele com certeza foi uma das minhas influências”, ressalta Brill, que também teve uma história com o balé, dos dois aos 19 anos, quando precisou parar para seguir com a graduação nos EUA.

“Eu tô bem feliz de conhecer um estado novo, uma cidade nova, e realmente ter a experiência de fazer uma tour no Brasil, sabe? Como musicista, já que eu nunca tinha feito. Então vai ser uma experiência para mim, aprender como funciona tudo isso”.

Ontem, Isabella Brill apresentou-se na Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). No próximo dia 23 será a vez do instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre, receber a pianista. “As músicas [do recital] têm dinâmicas diferentes: algumas são mais lentas, mais calmas. Outras, fortes e energéticas. Eu gosto dos dois, sabe?”.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de maio de 2026.