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Poesias ganham novamente o palco

publicado: 14/01/2026 08h56, última modificação: 14/01/2026 08h56
A atriz Suzy Lopes volta a apresentar seu sarau com convidados amanhã, desta vez na Casa Furtacor
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Suzy Lopes desfila poemas com interpretações teatrais em nova edição de seu projeto | Foto: Divulgação

por Esmejoano Lincol*

O ano novo começa com Suzy Lopes mantendo uma “velha”, mas exitosa empreitada — o seu já tradicional sarau, que reúne música e poesia, com a participação do público e de amigos da atriz paraibana. Enquanto acalenta os seus novos projetos no audiovisual — dentre eles, sua participação no longa-metragem Geni e o Zepelim, de Anna Muylaert — e celebra o êxito do filme O Agente Secreto no Globo de Ouro, ela apresenta-se com o Sarau de Suzy amanhã, a partir das 19h, na Casa Furtacor, situada no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa. Os ingressos estão disponíveis no site Sympla, ao preço único de R$ 20.

O projeto nasceu do contato de Suzy com outras iniciativas parecidas — a Poeteia, que o ator e produtor paraibano Ubiratan de Assis criou no fim dos anos 1990, e o CEP 20.000, coletivo poético liderado pelo fluminense Guilherme Zarvos. Ambas serviram de inspiração para a artista cajazeirense na composição de Café em Verso e Prosa, o primeiro nome de seu sarau, montado mensalmente no Empório Café, em João Pessoa. Com o tempo, a atração acabou sendo chamada pelo apelido dado por suas plateias. A versão mais recente do espetáculo homenageia o poeta Zé da Luz, autor do famoso poema “Ai se sêsse”.

Comentando a evolução do sarau em quase 20 anos, Suzy assevera: o que a faz mantê-lo nos palcos, em meio aos seus outros trabalhos, é possibilidade do encontro com a “poética” da outra pessoa, bem como os encontros inusitados e diversos que a colaboração com o público a proporciona, aqui, em relação a outros lugares do país.

“No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, fala-se muito em sarau. Tem muito sarau nas casas, fazem nos bares. No Rio, as pessoas cantam, cantam, cantam e aparece um poema, alguém falando. Mas com o Sarau de Suzy, são poemas, poemas, poemas, e aí aparece uma música”, compara.

No último domingo (11), quando do anúncio do prêmio de Melhor Filme de Língua Não Inglesa, o Globo de Ouro exibiu uma foto promocional do filme O Agente Secreto na qual Wagner Moura, também laureado, posa com Suzy e as também atrizes Fafá Dantas (paraibana) e Geane Albuquerque (pernambucana). Apesar do fim de semana de alegrias, Suzy reagiu com pesar à morte recente de Titina Medeiros, potiguar com quem contracenou nas novelas Mar do Sertão (2022) e No Rancho Fundo (2024).

“É generosa em tudo. E digo ‘é’ porque continuará sendo por quem foi atravessado por ela”, escreveu no Instagram.

No ano passado, Suzy Lopes concluiu as gravações de Geni e o Zepelim, adaptação cinematográfica da paulista Anna Muylaert para a canção homônima de Chico Buarque, parte do musical Ópera do Malandro. Ela interpreta Carminha, primeira-dama local que viaja no mesmo barco que a protagonista toma para fugir de seu algoz.

“E em 2026, terá ainda o lançamento do curta Janela ao Lado, que eu fiz com direção e roteiro de Alli Willow. Um processo muito incrível de se viver. E ainda vai ter a estréia de Mensagem no Funeral, de Breno Ferreira, que filmei no Maranhão”, resume. 

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 14 de janeiro de 2026.