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Correio das Artes circula neste sábado encartado no jornal A União

por publicado: 28/04/2018 00h05 última modificação: 28/04/2018 10h16
Divulgação


Se Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, tinha o dom da premonição, “por que, depois de passar a perna na polícia de sete estados, durante cerca de vinte anos, foi se esconder num beco sem saída, como a Grota dos Angicos?”. A indagação é feita pelo escritor W. J. Solha no ensaio “Se Jesus foi a luz do mundo, Virgulino era o lampião”, destaque da edição de abril do “Correio das Artes”, suplemento de literatura e artes do jornal A União.

Para Solha, a opção de Lampião pela Grota dos Angicos talvez tenha sido feita porque o célebre bandoleiro nordestino deve ter sentido que sua hora havia chegado. “A Grota, por sinal – que ficava numa fazenda a cento e quarenta quilômetros de Aracaju - parecia o Horto em que Jesus teria suado sangue e sido preso. Tudo, no fim de Lampião, foi estranho”, ressalta Solha, que, em um texto fluido e rico de informações e imagens, mescla prosa e poesia.

Colunistas

As qualidades de ensaísta do escritor paraibano Ivan Bichara são ressaltadas pelo professor, poeta e crítico literário Hildeberto Barbosa Filho, na sua coluna “Convivência Crítica”. Já o professor Milton Marques Júnior, na sua coluna “Scholia”, explica, com suas peculiares minúcias informativas, por que tudo na Ilíada, de Homero, é superlativo. “As hostes postas na planície de Troia e prontas para o combate dão a ideia dos números dessa guerra”, salienta.

Artes visuais

O artista plástico Sidney Azevedo comenta Preto s/ preto (lê-se “preto sobre preto”), ação performática de Stênio Soares. A obra, segundo Sidney, resulta das vivências da realidade social que o artista denuncia na hercúlea série de trabalhos que compõem seu Projeto Cálice! Ou Negras Memórias Construção n.3. Trata-se, segundo o crítico, de “um projeto-obra elaborado em três programas de trabalhos desenvolvidos como propostas integrativas”.

Música

O professor Márcio Luís de Oliveira Pereira analisa três músicas de Luiz Gonzaga do chamado “ciclo da seca” do artista pernambucano: “Acauã” (Luiz Gonzaga/Zé Dantas), “A triste partida” (Luiz Gonzaga/Patativa do Assaré) e “A volta da asa branca” (Luiz Gonzaga/Zé Dantas). “O que ainda falta ser dito sobre a obra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião? Falta muito ainda por que a obra de Gonzaga é de uma amplitude interplanetária”, defende Márcio.

História

A professora Maria Fernanda Gárbero, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), aborda em artigo a luta de mais de 40 anos das Mães da Praça de Maio - as Madres. Elas exigem notícias de seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983). “A data do primeiro encontro entre elas é de uma tarde de abril de 1977; segundo ano da última ditatura militar argentina”, registra Maria Fernanda.

Entrevista

O poeta alagoano – radicado na Bahia – José Inácio Vieira de Melo acaba de lançar novo livro – Entre a estrada e a estrela (Mórula Editorial, 2017) - e, no dia 16 deste mês, comemorou 50 anos de existência. Em entrevista aos atores Chico de Assis e Jackson Costa, José Inácio fala, entre outros assuntos, de seu fazer poético, da inquietante razão de existir e da sensação que o poeta tem de estar sempre a escrever o mesmo livro, com estilos e formas diferentes.

Livros

A poeta e ensaísta carioca Alexandra Vieira de Almeida apresenta o livro Entre a estrada e a estrela, de José Inácio Vieira de Melo. Segundo ela, a obra é “o discurso lírico-filosófico sobre os espelhamentos, os paralelismos entre a Terra e o Céu, entre o telúrico e o cósmico”. Diz mais: “A figura que mais cabe neste ser-poeta é o centauro. Metade cavalo, metade homem, esta figura faz a ponte entre os reinos de cima e embaixo, do macro ao microcósmico”.

O escritor mineiro Ronaldo Cagiano, ora residindo em Lisboa, Portugal, resenha o livro Exílio aos olhos - Exílio às línguas, do poeta paulista Wilson Alves-Bezerra – ambos são assíduos colaboradores (textos, ideias etc.) do “Correio das Artes”. Sobre Exílio aos olhos - Exílio às línguas, Ronaldo assinala que ela “externa o olhar agudo de um poeta que realiza profundas incisões - num texto visceral, reflexivo e crítico - no atual momento da vida brasileira”.

O jornalista e poeta paraibano Linaldo Guedes comenta o livro de contos Uma mulher à beira do caminho (Editora Patuá, 2017), do escritor goiano – radicado em Brasília-DF – Geraldo Lima. “Tensão, ritmo, imprevisibilidade, unidade, compactação, conflito etc. Todas as características básicas de um bom conto estão presentes nos textos de Geraldo Lima, principalmente nos da primeira parte do livro”, sublinha Linaldo.

Geraldo Lima, por sua vez, avalia o livro Allegro ma non troppo (Oito e Meio, 2016), primeiro romance da escritora e jornalista brasiliense Paulliny Gualbert Tort, que até então só se aventurara no conto, com participação em antologias e publicações em revistas e sites. “É narrativa ágil e de grande movimentação, que não deixa o leitor cair em pasmaceira. Aborda, em linhas gerais, o tema da busca pelo filho desgarrado”, adianta Geraldo.

Ficção

A secção de literatura de ficção do “Correio das Artes” traz, para os aficionados pelo gênero, três contos inéditos de destacados colaboradores do suplemento: “Ponto cego”, de Wilson Alves-Bezerra, “O gerente da morte”, do escritor paulista Cláudio Feldman, e “A bisavó nos espia”, do escritor paraibano Aldo Lopes de Araújo. O primeiro é ilustrado por Domingos Sávio e os dois últimos por Tônio, ambos artistas de A União.

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Fundado pelo poeta e jornalista Édson Régis, em 27 de março de 1949, o “Correio das Artes” circula no último domingo de cada mês, encartado no jornal A União, da Imprensa Oficial da Paraíba. Tem, entre suas missões, refletir, criticamente, a produção artística e literária, assim como divulgar autores novos e consagrados, em todos os gêneros textuais. Contato: editor.correiodasartes@gmail.com.

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