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Caneta consegue identificar células cancerígenas em apenas 10 segundos

por publicado: 10/09/2017 00h05 última modificação: 09/09/2017 10h41
Universidade do Texas Dispositivo portátil permitirá que uma cirurgia para retirada de tumor seja feita de forma mais rápida, segura e precisa

Dispositivo portátil permitirá que uma cirurgia para retirada de tumor seja feita de forma mais rápida, segura e precisa


Da BBC Brasil 

Cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma caneta que pode identificar células cancerígenas em 10 segundos. Segundo eles, o dispositivo portátil permitiria que a cirurgia para a retirada seja feita de forma mais rápida, segura e precisa. 


Os cientistas esperam que a tecnologia seja mais uma ferramenta à disposição dos médicos para evitar a reincidência do câncer. O estudo foi publicado na revista científica Science Translational Medicine.

Testes indicam que a caneta oferece um resultado preciso em 96% das vezes. O MasSpec Pen se aproveita do metabolismo singular das células cancerígenas. A química interna dessas células, que crescem e se espalham muito rápido, é muito diferente da de um tecido saudável.

Como funciona

A caneta toca em um tecido cancerígeno e libera uma minúscula gotícula de água. As substâncias químicas presentes nas células vivas se movem, então, para a gotícula, que é sugada de novo pelo objeto para análise.

Em seguida, a caneta é conectada a um espectrômetro de massa - um equipamento que pode medir a massa de milhares de substâncias químicas a cada segundo. O resultado é uma espécie de “impressão digital química”, a partir da qual os médicos podem concluir se se trata de um tecido saudável ou de um tumor.

Esse é maior desafio dos cirurgiões: descobrir a fronteira entre um câncer e um tecido normal. Isso porque, apesar de em muitos casos ser fácil detectar um tumor, em outros, o limiar entre o tecido doente e o saudável não é tão visível.

Retirar apenas uma parte do tecido pode fazer com que as células cancerosas remanescentes deem origem a um novo tumor. Mas remover muito tecido pode causar graves danos, especialmente em órgãos como o cérebro.

Em entrevista à BBC, Livia Eberlin, professora-assistente de química na Universidade do Texas, em Austin, disse: “O que é emocionante sobre essa tecnologia é o quão claro ela atende a uma necessidade clínica”. “A ferramenta é, ao mesmo tempo, sofisticada e simples. E vai poder ser usada pelos cirurgiões em breve”, acrescentou.

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