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Os estranhos conselhos sexuais de um manual banido há quase 300 anos

por publicado: 14/02/2018 11h19 última modificação: 14/02/2018 11h19
Hanson's Auction House/Divulgação A obra de nome peculiar dá conselhos sobre diferentes aspectos da vida sexual

A obra de nome peculiar dá conselhos sobre diferentes aspectos da vida sexual


Da BBC Brasil

Um manual escrito há 300 anos com “os segredos do sexo” – banido na época de sua publicação e, acredita-se, com circulação restrita até os anos 1960 – deve ir a leilão no próximo mês no Reino Unido. Datado de 1720, ‘Aristotle's Masterpiece Completed In Two Parts, The First Containing the Secrets of Generation’ (em tradução livre, ‘A Obra-Prima de Aristóteles, Feita em Duas Partes, Contendo a Primeira os Segredos da Procriação’) foi redigido por um autor desconhecido, que usava o pseudônimo de Aristóteles e que oferecia um leque variado e bastante questionável de recomendações. A seguir, alguns dos conselhos – muitos deles insólitos – que a obra dava aos britânicos do século 18.

Não deite com animais

O manual – com a ajuda de imagens em xilogravura bastante explícitas – alerta as mulheres que, se mantivessem relações sexuais com animais, correriam o risco de dar à luz a “monstros”. Um dos desenhos mostra um homem dotado de uma grande cauda; outro traz uma criança com os braços cobertos por penas e com um pé de galinha no lugar das duas pernas. A criança-pássaro aparentemente nasceu na Itália, em 1512. Sua aparência bizarra seria culpa exclusiva da mãe, que era “imoral e impura”.

Encare seu marido

A aparência da criança depende completamente da imaginação da mãe – pelo menos para o autor da “obra-prima”. O livro afirma que “se as mulheres lançarem os olhos sobre corpos doentes, a força da imaginação poderia produzir uma criança com lábio cabeludo ou com a boca retorcida”. Como evitar? Durante a relação sexual, as mulheres deveriam encarar com gravidade o homem e “focar seu pensamento nele”. Assim, a criança pareceria com o pai – que, espera-se, não tenha lábios cabeludos ou a boca retorcida.

Coma as coisas certas

Homens que queiram “espalhar sua semente”, por sua vez, deveriam privilegiar uma dieta à base de raízes e de aves que cantam. A longa lista de alimentos recomendados para ajudar no desempenho sexual dos homens inclui ovos, gengibre, nabo, pardais, melros, perdizes e pombos jovens. As mulheres, o gênero mais propenso às indulgências sexuais, deveriam evitar “comidas gordurosas e temperos”, porque esses alimentos fariam com que seu corpo se tornasse mais quente. Outra solução para as moças era simplemente se casarem – e quando o desejo delas fosse desfrutado pelos maridos, “elas se tornariam mais felizes e mais cheias de vida”.

Não se apresse

Aí vai uma dica para o homem dos sonhos: “Quando fizer o que a natureza pede, o homem deve ter o cuidado de não se desvencilhar muito cedo do aconchego de sua mulher”. Afinal, é uma questão de boas maneiras. Segundo o autor, o homem seria “a maravilha do mundo, à qual todas as coisas estão subordinadas”.

Use a seleção de gênero a seu favor

Quer ser mãe de uma menina? Para isso, logo depois do sexo, a mulher deveria deitar-se sobre seu lado esquerdo. Se quisesse um menino, deveria deitar-se sobre seu lado direito. Enquanto isso, “o melhor período para ter descendentes homens é quando o sol está em Leão e a Lua, em Virgem, Escorpião ou Sagitário”. Para trazer ao mundo uma menina, contudo, o livro afirma que o período mais apropriado é quando “a Lua está na fase minguante, em Libra ou em Aquário”.

Lembre que os homens vêm em primeiro lugar

A obra fala sobre os homens como sendo “a maravilha do mundo, à qual todas as coisas estão subordinadas” e “cuja semente deveria ser vista como uma dádiva divina, revestida em abundância com espírito vital”. De forma romântica, ela sentencia: “Sem dúvida, a união de dois corações no sagrado matrimônio é, das condições, a mais feliz, pois o homem passa a ter um 'segundo eu' para dividir seus pensamentos e uma doce companhia em seu trabalho”. E qual mulher sensata não gostaria de ser considerada o “segundo eu” de seu marido?

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