O paraibano Victor Branco, de 22 anos, conquistou um espaço entre pesquisadores de oito países e será o único estudante de graduação a apresentar um trabalho no III Seminário de Educação Ambiental Superior da América Latina e do Caribe, que será realizado nos dias 3 e 4 de novembro, no México. No entanto, para apresentar a pesquisa — desenvolvida na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) — no evento e representar o estado no exterior, ele precisa de ajuda para custear a participação. Embora tenha organizado uma rifa solidária, com bilhetes a R$ 2, ainda faltam cerca de R$ 6 mil para cobrir as despesas.
Atualmente no oitavo período do curso de licenciatura em Ciências Biológicas, o jovem realizou um estudo sobre as abordagens da educação ambiental no Ensino Superior brasileiro. A pesquisa mapeou e analisou sistematicamente produções acadêmicas nacionais, como teses e dissertações, publicadas no período de 1981 a 2024. O objetivo, segundo o estudante, consistiu em identificar as interpretações e os conceitos presentes no material e oferecer uma referência para trabalhos futuros.
“De acordo com as mudanças climáticas e crises ambientais que a gente vem enfrentando, é muito importante estabelecer, desde os anos iniciais até o Ensino Superior, a relevância da educação ambiental. E não apenas isso, mas uma educação ambiental crítica, que coloca o sujeito para pensar ativamente e entender que as problemáticas ambientais não surgem do nada, mas são frutos de um sistema que provoca desigualdades sociais. Trabalhar a educação ambiental crítica é colocar o indivíduo como sujeito pensante, crítico e reflexivo sobre o ambiente que vive e como as problemáticas ambientais estão relacionadas em diversas camadas, sociais, políticas, econômicas, entre outras”, explica.
Ao lado do pai, que é vestibulando de Biologia, Victor começou a se interessar por ciência na infância. A vontade de ensinar também veio cedo, ao acompanhar a mãe nas aulas de Pedagogia, na UFPB, e participar de atividades escolares. Antes de ingressar na universidade, o jovem cursou o técnico em Controle Ambiental no Instituto Federal da Paraíba (IFPB), experiência que o aproximou ainda mais do campo.
Já a chance de participar do III Seminário de Educação Ambiental Superior da América Latina e do Caribe, na Cidade do México, surgiu quando o orientador de Victor divulgou o evento nas redes sociais. O trabalho foi submetido em 4 de agosto de 2026, aprovado para apresentação e encaminhado para submissão a uma revista científica vinculada ao congresso. Conforme destaca o estudante, o evento contribuirá para a carreira docente e para o ingresso em um programa de mestrado depois da graduação.
“Eu me sinto muito feliz de poder estar cumprindo o sonho que o Victor pequeno sempre teve de estar preocupado com as problemáticas ambientais. Fico muito feliz de ter seguido nesse viés e de uma forma tão aprofundada e científica a partir desse trabalho. Eu me sinto extremamente honrado de poder representar o meu estado, representar a minha universidade, junto com outros pesquisadores da área, que têm um nível de titulação maior que o meu — mestres, doutores — e de estar junto com eles, apresentar e também aprender muito com eles”, expressa.
Campanha
Com o intuito de custear a participação, Victor e a família organizaram uma rifa solidária e passaram a receber doações espontâneas. Até o momento, a campanha arrecadou R$ 3.750; no entanto, R$ 1.200 estão sendo destinados à premiação, o que totaliza R$ 2.550 líquidos. A família também conseguiu mais R$ 4 mil com a venda de uma impressora 3D, mas o valor ainda é insuficiente: a passagem aérea já custava cerca de R$ 9 mil, sem incluir hospedagem, alimentação e transporte.
O jovem estima que precisa de R$ 5 mil a R$ 6 mil para viabilizar a viagem. Para ajudar, é possível contribuir com a rifa ou fazer uma doação por meio da chave Pix 126.612.094-76, no nome de Victor Gabriel Branco da Silva.
Através deste link, acesse a campanha do estudante no Instagram
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 21 de outubro de 2026.