Pressionado, o Brasil enfrenta o Haiti, hoje, às 21h30 (horário de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Os haitianos vão se tornar o 50o adversário diferente enfrentado pela Seleção Brasileira em Mundiais. O time verde-amarelo encara a equipe da Concacaf em busca da primeira vitória na competição, para não se complicar. Pelo Grupo C, às 19h, jogam também Marrocos e Escócia.
Danilo, atleta do Flamengo e um dos líderes da Seleção, concedeu entrevista coletiva e falou sobre a partida de hoje. Ele foi honesto sobre a possibilidade do Brasil golear o Haiti. “Seria uma loucura eu falar isso. O Brasil precisa estar bem postado, fazer um jogo seguro, buscar o controle e tentar vencer a todo momento. Quanto ao número de gols? Criar essa expectativa é muito elevado e acaba sendo uma falta de respeito com o futebol de hoje em dia", destacou.
"Vocês viram como Cabo Verde se defendeu? [questionou o jogador aos jornalistas presentes na entrevista] É questão de deixar a vida em cada bola, ir além da saúde para defender o resultado e fazer um papel bonito contra uma seleção que é favorita", completou Danilo.
Escalação
Durante a semana, Carlo Ancelotti trabalhou sinalizando que vai iniciar a partida sem muitas mudanças em relação à estreia. Contra o Marrocos, o italiano começou com Alisson, Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães e Casemiro; Paquetá, Raphinha, Vini Jr. e Igor Thiago.
Mesmo com poucas chances de mudança, o treinador testou Danilo, que tem grandes chances de iniciar como titular, na vaga de Ibañez e Luiz Henrique no lugar de Lucas Paquetá. Com Gabriel Magalhães e Raphinha poupados em alguns treinamentos, Léo Pereira e Martinelli foram usados nos coletivos nas funções dos dois titulares da estreia. Outro teste foi a presença de Fabinho na cabeça da área no lugar de Casemiro.
Endrick
Danilo foi questionado sobre a falta de chances para Endrick na Seleção Brasileira. O jovem atacante é um dos nomes mais pedidos pela torcida nas ruas e nas redes sociais. “Ele é uma joia rara do futebol brasileiro. É um jogador de potência, de poder de decisão, estrela. Queremos tê-lo perto, hoje no treino ele fez gol. Ontem ele deu um chute no Nannetti [goleiro da base do Flamengo] e quase tirou o moleque do treino. É tudo que queremos ter”, elogiou.
“Queremos que ele tenha o maior protagonismo. Para mim, Casemiro, Neymar... É a nossa última chance, a Seleção vai continuar com essa galera. O que pudermos fazer para que eles se sintam importantes, nós faremos. No último jogo, ele não entrou por decisão do Mister, mas é um jogador que vai ser importante”, acrescentou.
Retrospecto
Único país a participar das 23 edições do Mundial, o Brasil já se deparou com seleções de todos os cantos do planeta em 115 partidas no torneio. Ao todo, foram 76 vitórias, 20 empates e 19 derrotas, com 238 gols marcados e 109 sofridos. O time verde-amarelo enfrentou 49 equipes diferentes, o Haiti será o 50o rival.
Por amistosos e outros torneios, ao longo da história, ocorreram três enfrentamentos entre Brasil e Haiti, com os pentacampeões goleando em todas as oportunidades. No dia 21 de abril de 1974, em Brasília, o placar foi 4 a 0, com gols de Paulo Cézar Caju, Rivellino, Marinho Chagas e Edu. Naquele ano, as equipes se encontraram pela primeira vez.
O reencontro só voltaria a acontecer 30 anos depois. Em 2004, a Seleção Brasileira visitou o país da América Central para uma partida beneficente, chamada “Jogo da Paz”, com vitória por 6 a 0, em Porto Príncipe, capital haitiana. Os gols foram marcados por Roger Flores (2), Ronaldinho Gaúcho (3) e Nilmar.
O primeiro confronto oficial ocorreu 12 anos depois do segundo amistoso. Pela Copa América de 2016, no dia 8 de junho, no Camping World Stadium, em Orlando, nos EUA, o resultado foi 7 a 1 para o time verde-amarelo. Os gols foram anotados por Philippe Coutinho (3), Renato Augusto (2), Gabriel Barbosa e Lucas Lima. O único gol haitiano saiu com James Marcelin. A Seleção Brasileira já enfrentou outras três seleções da Concacaf em Mundiais: México (cinco vezes), Costa Rica (duas vezes) e Estados Unidos.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 19 de junho de 2026.