João Pessoa recebe, pela primeira vez na história, o Campeonato Sul-Americano Sub-16 de Polo Aquático, que iniciou no dia 10 e termina no sábado (16). A competição é disputada na Vila Olímpica Parahyba e reúne seleções de seis países no masculino (Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Uruguai) e cinco no feminino (Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e Peru). O evento envolve mais de 300 pessoas, entre atletas, integrantes de comissões técnicas e profissionais que trabalham na organização. Os torcedores têm acesso gratuito ao campeonato, que tem jogos em cinco horários, 9h, 10h30, 14h30, 16h e às 17h30.
“Tivemos alguns desafios com relação à chuva de domingo [10], que desmontou um pouco da nossa estrutura. Então, a gente teve que reorganizar. Mas, em termos dos jogos, está indo tudo bem. O Brasil tem ganho tanto no feminino quanto no masculino. Então, a gente espera chegar na final. Em termos de organização, a gente está muito feliz com a estrutura que foi montada aqui na Vila Olímpica”, destacou Luciana Rabay, presidente da Federação de Esportes Aquáticos da Paraíba (Feap).
A entidade paraibana dá suporte a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), que organiza o Campeonato Sul--Americano de Polo Aquático Sub-16 em conjunto com a Confederação Sul-Americana. Na primeira fase, em cada categoria, as equipes jogam contra as demais, em pontos corridos.
No feminino, apenas o quinto lugar é eliminado, as quatro seleções restantes avançam para as semifinais (1 a 4 e 2 a 3), com os vencedores desta fase fazendo a grande final. Os perdedores disputam o bronze. Os jogos das meninas são realizados no período da manhã, com a Seleção Brasileira atuando sempre às 10h30; hoje, a equipe verde-amarela enfrenta o Peru, pela quarta rodada.
No masculino, os quatro primeiros da fase inicial avançam para as semifinais. O quinto e o sexto fazem um jogo para definir quem será o último e o penúltimo colocado. As disputas para definir o campeão, vice e terceiro lugar seguem o mesmo formato do feminino. As partidas dos meninos acontecem sempre à tarde, com o Brasil entrando em ação no último jogo do dia, às 17h30. Hoje, joga contra o Chile.
“Para a gente, é muito importante conseguir levar eventos para fora do eixo Rio–São Paulo, com o objetivo de desenvolver a modalidade. João Pessoa tem uma estrutura maravilhosa, um complexo esportivo maravilhoso, pessoas dispostas a fazer o evento, prontas para fazer o que precisar para que se tenha um evento de sucesso. Tudo está transcorrendo da melhor maneira possível. Para o esporte, é muito importante isso. As equipes estão super satisfeitas com a estrutura. A competitividade está dentro da realidade da América do Sul. O campeonato está equilibrado, a torcida está gostando”, destacou Cristina Callou, gerente de modalidades da CBDA.
O torneio
Nas suas três primeiras partidas, o time feminino acumula três vitórias. Na estreia, venceu a Argentina por 15 a 7; em seguida, pela segunda rodada, ganhou do Chile por 21 a 2; no terceiro jogo, bateu a Colômbia por 11 a 8. O desempenho, até aqui, já garantiu a equipe do Brasil nas semifinais. O time masculino também faz boa campanha no torneio sub-16, venceu os dois primeiros jogos: 32 a 3 contra Uruguai e 22 a 4 contra Peru, o que garantiu os garotos nas semifinais.
Ricardo, capitão do time masculino do Brasil, avaliou a participação da equipe verde--amarela nas duas primeiras partidas. “Contra o Uruguai, a gente conseguiu uma vitória bem elástica. Foi um jogo que a gente se mostrou bastante organizado taticamente e tecnicamente. No segundo jogo, contra o Peru, tivemos dificuldade no início, num jogo meio truncado, mas depois a gente conseguiu abrir vantagem. E foi uma vitória muito boa. Nossa expectativa é de ser campeão. Nosso time é muito forte, muito bom, a gente está muito preparado”, comentou.
Na torcida
A competição tem mobilizado os torcedores e amantes do polo aquático. Nas arquibancadas da Vila, encontramos Kamylla Alves, atleta master da modalidade, que por muitos anos atuou profissionalmente. “Estou aqui torcendo, dando aquele apoio porque o polo aquático é a minha paixão. Eu jogo desde os meus 15 anos. Então, são 21 anos jogando. Estou muito feliz com esse evento realizado aqui em João Pessoa. Esse torneio ocorrendo aqui, trazendo essa visibilidade para a gente do polo aquático, é muito bom porque, a partir daqui, podem surgir novos atletas”, destacou a entusiasta da modalidade.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de maio de 2026.