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Circuito tem início nesta semana

publicado: 24/03/2026 09h04, última modificação: 24/03/2026 09h04
Calendário de 70 exposições, programadas por todo o estado, busca seguir impulsionando a agropecuária local
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Entre os principais atrativos das feiras que integram a iniciativa, estão palestras, apresentações culturais e mostras de animais e de produtos | Fotos: Divulgação/Secom-PB

O Circuito Paraíba Agronegócios, considerado a maior vitrine da agropecuária paraibana, dá início, nesta semana, à sua programação de 2026. De acordo com o Governo do Estado, serão promovidas, ao longo do ano, 70 exposições, em todas as regiões da Paraíba.

Com o crescimento do circuito, a expectativa é que a agenda registre, ao todo, um público superior a 1,5 milhão de pessoas, ultrapassando a marca de 1,2 milhão, contabilizada no ano passado. Em termos de negócios, a previsão é que as feiras movimentem R$ 600 milhões, superando os R$ 400 milhões somados em 2025. Todos os eventos integrantes do circuito serão realizados ou apoiados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).

As duas primeiras exposições do calendário acontecem nos próximos dias: a Agromar Lucena ocorre da próxima quinta-feira (26) ao sábado (28), concentrando atividades na orla do município de Lucena, no Litoral Norte; e a Expo Sumé, na cidade homônima do Cariri, será aberta na sexta-feira (27), estendendo-se até o domingo (29). Ambas as feiras contarão com uma agenda de palestras, mostras de animais e de produtos, apresentações culturais, entre outras atrações. 

O titular da Sedap-PB, Joaquim Hugo Vieira, destacou a importância do circuito. “A realização e o apoio às exposições da agropecuária foi uma das pautas que a gente escolheu durante a nossa gestão, porque a gente entende que a realização e o apoio às exposições têm dado muita visibilidade ao setor”, avaliou o secretário, apontando que, em 2019, o Governo do Estado apoiava apenas três eventos do tipo — em João Pessoa, Campina Grande e Cabaceiras — e, hoje, articula um calendário de 70 feiras. “É importante dizer que elas são exposições, não são pequenos eventos. Elas contribuem para gerar emprego e renda e movimentar todo o setor”.

Para os produtores rurais paraibanos, os encontros oferecem oportunidades de apresentar seus produtos e fazer negócios, como observou Joaquim Hugo. “É um ambiente adequado para que os produtores possam expor seu queijo, seu mel, sua cabra, seu boi… Isso tem despertado a sociedade, como um todo, para uma visão da importância do setor agropecuário”. Os negócios fechados durante a programação representam, assim, retorno para o crescimento da economia. “O setor agropecuário gera emprego muito rápido, com poucos investimentos. Fixa o homem no campo e evita o êxodo rural”, enumerou o secretário, lembrando que o circuito ainda contribui para o aquecimento de outros segmentos, como o turismo e o comércio locais.

Outro ponto de destaque, conforme Joaquim Hugo, diz respeito ao valor desses eventos para facilitar a troca de experiência e de informações entre os participantes. “A gente agrega muito conhecimento, muita informação, novos manejos, novas tecnologias. E, a cada ano, vem aprimorando, para que o circuito não tenha só volume, [mas também] muita qualidade”, disse.

“Em geral, as exposições [do Paraíba Agronegócios] estão se tornando os maiores eventos dos municípios”, enfatizou o secretário.

Sedap incentiva a ampliação da presença feminina

Uma das novidades para a edição de 2026 do Circuito Paraíba Agronegócios, como antecipou Joaquim Hugo, é a distribuição de raquetes de palma Califórnia para uma parcela dos participantes. “Neste ano, a gente vai distribuir para produtores pré-selecionados, em cada evento, cinco mil raquetes de palma Califórnia. Serão 100 raquetes de palma para cada agricultor que estiver cadastrado”, adiantou o secretário. 

O titular da Sedap explicou que o município-sede ou entidade realizadora do evento ficará responsável pelo cadastro dos produtores locais, enquanto caberá à secretaria adquirir as raquetes. A iniciativa servirá, segundo Joaquim Hugo, para multiplicar o impacto da palma pelo estado, já que ela “tem sido um diferencial para alimentar os animais, principalmente, no segundo semestre, quando o período de estiagem ocorre com maior intensidade”.

Fomentar a integração é outro objetivo da programação de exposições e, por isso, o secretário apontou que a agenda deste ano ampliará a presença feminina. “Neste ano, a gente vai avançar numa pauta que eu tenho defendido, que é a participação da mulher. Temos uma meta de propor aos produtores aproveitar a mão de obra feminina nos serviços mais leves numa propriedade, de forma que eles possam ter um casal trabalhando nas suas fazendas, que diminuam a dificuldade de mão de obra no campo e contribuam para gerar mais emprego e renda”.

Além disso, serão ampliadas as atividades dos projetos Mulheres do Agro e Mulheres do Agro — Antes da Porteira, lançados em 2025 e coordenados por Márcia Dornelles, assessora de Gestão Social da Sedap. A primeira iniciativa reúne palestras sobre temas de relevância e interesse social, como empreendedorismo e combate à violência de gênero. A segunda, por sua vez, apresenta experiências de sucesso lideradas por mulheres no campo.

Parceiros

O sucesso e o crescimento do Circuito Paraíba Agronegócios, como ressaltou Joaquim Hugo, são possíveis somente devido às parcerias firmadas pela Sedap e pelo Governo do Estado. Entre as entidades envolvidas na realização das feiras, estão a Associação Paraibana de Criadores de Caprinos e Ovinos (Appaco); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na Paraíba (Sebrae-PB); a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa); o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural no estado (Senar-PB); a Organização das Cooperativas Brasileiras na Paraíba (OCB-PB); o Banco do Nordeste; o Programa Empreender PB; e as prefeituras participantes.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 24 de março de 2026.