O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita, unidade gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), alcançou 100% de conformidade aos indicadores da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde — 2025. O resultado, registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reforça a adoção de práticas voltadas à prevenção de riscos e à qualificação da assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A segurança do paciente envolve um conjunto de medidas destinadas a reduzir riscos e prevenir incidentes durante o atendimento. Entre essas práticas, estão a aplicação de protocolos, o monitoramento de indicadores, o gerenciamento de riscos, a capacitação das equipes e a revisão contínua dos processos de trabalho. No ambiente hospitalar, essas ações precisam estar integradas à rotina dos diferentes setores. O objetivo é assegurar que a prevenção de riscos esteja presente desde a admissão do paciente até as diferentes etapas do cuidado, com participação das equipes assistenciais, administrativas e de gestão.
Para o diretor-superintendente da PB Saúde, Cícero Ludgero, o resultado alcançado pelo Hospital Metropolitano está alinhado ao compromisso da fundação com a qualidade e o aprimoramento permanente dos serviços sob sua gestão. “Alcançar 100% de conformidade em uma avaliação coordenada pela Anvisa demonstra a capacidade das equipes do Hospital Metropolitano de transformar protocolos, indicadores e processos em práticas efetivas de cuidado. É esse padrão de excelência que buscamos consolidar nas unidades gerenciadas pela fundação, sempre colocando o paciente no centro das decisões”, afirmou.
UTIs
O desempenho atual amplia um reconhecimento obtido anteriormente pelo Hospital Metropolitano. Em junho, as unidades de terapia intensiva (UTIs) da instituição já haviam alcançado 100% de conformidade na avaliação das práticas de segurança do paciente referente ao ano de 2025.
Na nova avaliação, o percentual máximo considera a unidade hospitalar e reforça a consolidação das práticas de segurança em diferentes áreas e processos da instituição. Para a diretora de Atenção à Saúde da PB Saúde, Ilara da Nóbrega, o resultado demonstra que os investimentos realizados pela fundação estão associados ao fortalecimento dos processos e à melhoria dos resultados assistenciais.
“Temos investido na estrutura, na modernização dos processos, na qualificação das equipes e no fortalecimento de uma cultura de segurança. E resultados como esse mostram que esses esforços estão se refletindo diretamente na qualidade do cuidado oferecido aos pacientes do SUS. É um resultado que nos orgulha, mas que também reforça o compromisso de seguir avançando”, destacou Ilara.
Para a diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, alcançar a pontuação máxima demonstra que a segurança do paciente vem sendo trabalhada de forma integrada pelas equipes. “Esse resultado representa um trabalho construído diariamente por profissionais de diferentes áreas do Hospital Metropolitano”, comemorou a gestora.
Protocolos
No Hospital Metropolitano, as práticas de segurança são acompanhadas pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), que atua na orientação das equipes, monitoramento dos processos, gerenciamento de riscos e fortalecimento de medidas destinadas à prevenção de incidentes. O trabalho também envolve a qualificação contínua dos profissionais, a modernização dos processos e o estímulo à participação do próprio usuário no cuidado — por meio, por exemplo, da implantação e da divulgação do canal de notificação de eventos adversos para pacientes e familiares.
Para Aleqsandra Mendes, coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital Metropolitano, o resultado é fruto de um esforço conjunto de colaboradores e gestores, representando a consolidação de um trabalho permanente. “Esse é um marco histórico que consolida o Hospital Metropolitano como a principal referência de excelência pública em alta complexidade na Paraíba. Esse indicador não representa apenas o preenchimento de requisitos regulatórios; ele chancela, na prática, que todos os nossos protocolos e a inclusão do paciente no seu processo de cuidar operam como barreiras contra riscos assistenciais”, apontou.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 08 de outubro de 2026.