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Palácio ampara memória do estado

publicado: 31/03/2025 12h08, última modificação: 31/03/2025 12h08
Prestes a abrir as portas ao público, agora como Museu, prédio preserva a história e inspira olhares para o futuro
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Casarão, situado na Praça dos Três Poderes, em João Pessoa, passa por um complexo processo de revitalização e readequação | Fotos: Leonardo Ariel
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Palácio deixará de ser sede do Poder Executivo e passará a receber visitantes em áreas que, antes, eram restritas à atividade política
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Arquitetura e peças artísticas contam a história da Paraíba
2025.03.28 Palácio da Redenção ambientes internos © Leonardo Ariel (6).JPG
2025.03.28 Palácio da Redenção ambientes internos © Leonardo Ariel (14).JPG
2025.03.28 Palácio da Redenção ambientes internos © Leonardo Ariel (9).JPG

por Lílian Viana*

Em cada pedra, em cada parede, há um suspiro do passado. O Palácio da Redenção, um dos maiores ícones da história da Paraíba, está prestes a reabrir suas portas, agora transformado no Museu da História da Paraíba. Como uma memória viva que se recusa a ser esquecida, o antigo casarão dos jesuítas, erguido em 1586, atravessa os tempos com um novo propósito: contar, mais uma vez, a história do estado e aproximar o público de suas raízes.

O museu, que ocupará o espaço onde por décadas funcionou a sede do Governo do Estado, será um ponto de encontro entre o passado e o futuro, preservando a memória local enquanto lança um olhar sobre o que ainda está por vir. Com o investimento de R$ 11,5 milhões, a reforma e a adequação do Palácio da Redenção visam não apenas restaurar o edifício, mas também transformá-lo em um centro cultural vibrante, acessível a todos que desejam conhecer mais sobre a rica história da Paraíba.

O responsável pela gerência operacional da implantação do Museu da História da Paraíba, o artista plástico, escritor, desenhista e professor Chico Pereira, destaca a complexidade do projeto. “Estamos passando por uma restauração completa do Palácio da Redenção, respeitando todas as normas internacionais de Museologia, pois é um prédio tombado e não pode ser alterado. Durante os últimos anos, o edifício sofreu deteriorações que agora estamos recuperando com cuidado”, explicou Chico.

A previsão é que o museu seja inaugurado, oficialmente, no dia 5 de agosto deste ano, data emblemática para a cidade de João Pessoa — que comemora 440 anos de criação — e que marca a fundação do estado da Paraíba. Contudo, Chico Pereira ressalta que ainda não há uma data definida para a abertura ao público, já que o trabalho de restauração e instalação dos elementos museológicos exige precisão. “É um trabalho árduo, mas necessário para que o Palácio da Redenção retome seu brilho histórico, oferecendo à população um espaço de conhecimento e valorização”, completa.

O Palácio da Redenção foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) em 1980 e, desde então, sua preservação tornou-se uma prioridade. O prédio está sendo cuidadosamente preservado e integrado ao museu, como é prática em outros estados brasileiros, como Pernambuco e Bahia.

Para a Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan), a reforma representa mais um marco importante na preservação do Patrimônio Histórico da Paraíba, que está em fase de conclusão e já revela a beleza de sua estrutura final. “É uma grande satisfação ver o progresso dessa obra, que se soma a um conjunto de iniciativas voltadas à recuperação e valorização do nosso patrimônio histórico. Com a expertise que acumulamos ao longo dos anos, temos o orgulho de trabalhar na restauração de prédios tão significativos para o Estado”, destaca a superintendente Simone Guimarães.

A gestora ressalta ainda que a Suplan está atuando ativamente junto às secretarias envolvidas, garantindo que a etapa final de engenharia seja concluída com êxito. “Estamos trabalhando para viabilizar a entrega da fase de engenharia, para que, em breve, a estruturação do museu avance e o espaço esteja pronto para receber as futuras exposições e visitantes”, conclui Simone, reforçando a importância dessa obra para a cultura e a memória do estado.

As intervenções realizadas no Palácio da Redenção incluem a recuperação de esquadrias, janelas e portas; o acabamento do piso e do forro de madeira; além das melhorias nas instalações gerais do prédio. As obras de reforma seguem avançando a passos largos, com alguns ambientes já finalizados, como a fachada do Palácio, um dos pontos mais visíveis da obra e que chama a atenção de quem passa pela Praça dos Três Poderes. Além da parte estrutural, o projeto prevê a instalação de um acervo rico que abrange a história política, cultural e social da Paraíba, proporcionando aos visitantes uma verdadeira viagem no tempo.

Espaço de reflexões antropológica e cultural

Criado em 2021, por meio do Decreto no 41.817, de 4 de novembro, o museu tem por finalidade promover reflexão, estudo, ensino e pesquisa sobre pessoas e fatos relacionados à história da Paraíba. Por isso, seu acervo inclui não só aspectos históricos, mas também antropológicos e culturais do estado. “Com a conclusão das obras de restauração, o próximo passo será a montagem de sua museografia, que ocupará todos os ambientes do histórico edifício”, detalha Chico Pereira.

A proposta do acervo é, segundo ele, apresentar a evolução do estado desde a chegada dos primeiros colonizadores até os dias atuais, utilizando mídias analógicas e digitais, que permitirão uma experiência rica e interativa para o público. “O próprio palácio já constitui uma parte importante da museografia. A arquitetura, o mobiliário e as peças artísticas do palácio fazem parte da narrativa que será contada. Cada detalhe no espaço revela um momento vivido durante a sua atividade palaciana”, explica.

O museu terá compartimentos dedicados a diferentes períodos da história da Paraíba, como a colonização, o primeiro e segundo reinados, o período provincial, a Revolução de 1930 e a Paraíba moderna. “O objetivo é que os visitantes possam entender como o estado evoluiu, não apenas do ponto de vista político, mas também cultural e social”, diz Chico. Ele destaca que a proposta é ir além de uma simples exibição de artefatos: “Queremos que todos, desde os mais jovens até os mais velhos, sintam orgulho da sua terra e compreendam o que ela representa para o Brasil”.

Pela primeira vez, o público terá acesso a espaços antes restritos, como o gabinete do governador, um gesto que rompe com a tradição de separação entre o poder e o povo. “Com um acervo que abordará a trajetória do estado em diversas dimensões, o Museu da História da Paraíba se torna um marco na preservação da memória local e será, sem dúvida, um importante ponto de difusão da cultura e história do estado”, resume Chico Pereira.

Espaço de reflexões antropológica e cultural

Criado em 2021, por meio do Decreto no 41.817, de 4 de novembro, o museu tem por finalidade promover reflexão, estudo, ensino e pesquisa sobre pessoas e fatos relacionados à história da Paraíba. Por isso, seu acervo inclui não só aspectos históricos, mas também antropológicos e culturais do estado. “Com a conclusão das obras de restauração, o próximo passo será a montagem de sua museografia, que ocupará todos os ambientes do histórico edifício”, detalha Chico Pereira.

A proposta do acervo é, segundo ele, apresentar a evolução do estado desde a chegada dos primeiros colonizadores até os dias atuais, utilizando mídias analógicas e digitais, que permitirão uma experiência rica e interativa para o público. “O próprio palácio já constitui uma parte importante da museografia. A arquitetura, o mobiliário e as peças artísticas do palácio fazem parte da narrativa que será contada. Cada detalhe no espaço revela um momento vivido durante a sua atividade palaciana”, explica.

O museu terá compartimentos dedicados a diferentes períodos da história da Paraíba, como a colonização, o primeiro e segundo reinados, o período provincial, a Revolução de 1930 e a Paraíba moderna. “O objetivo é que os visitantes possam entender como o estado evoluiu, não apenas do ponto de vista político, mas também cultural e social”, diz Chico. Ele destaca que a proposta é ir além de uma simples exibição de artefatos: “Queremos que todos, desde os mais jovens até os mais velhos, sintam orgulho da sua terra e compreendam o que ela representa para o Brasil”.

Pela primeira vez, o público terá acesso a espaços antes restritos, como o gabinete do governador, um gesto que rompe com a tradição de separação entre o poder e o povo. “Com um acervo que abordará a trajetória do estado em diversas dimensões, o Museu da História da Paraíba se torna um marco na preservação da memória local e será, sem dúvida, um importante ponto de difusão da cultura e história do estado”, resume Chico Pereira.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 30 de março de 2025.