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Paraíba começa a competir nas Paralimpíadas Escolares

por publicado: 24/11/2021 09h00 última modificação: 24/11/2021 09h00

por Iago Sarinho*

As Paralimpíadas Escolares, maior evento do paradesporto nacional já estão em curso, na cidade de São Paulo. A competição reúne cerca de 1,5 mil pessoas entre as 27 delegações, de todo o Brasil, que participam das disputas. Retornando, após não ter ocorrido em 2020, por conta da pandemia da covid-19, a competição visa retomar o ritmo de crescimento que os esportes paralímpicos vinham desenhando no país. Para a Paraíba, uma das referências brasileiras na formação e captação de novo talentos, o retorno do torneio escolar é a oportunidade ideal para que novos talentos possam se desenvolver e mostrar suas capacidades.

Na última edição da competição, a Paraíba finalizou as disputas com a sexta colocação geral, além do primeiro lugar entre os estados do Norte e Nordeste. Esse ano, por conta das restrições de treinamento e também para a realização de competições e seletivas no próprio estado, há, de certo modo, uma incógnita em relação ao desempenho de todas as delegações. Segundo Jean Klaud Azevêdo, coordenador do Paradesporto da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer, ainda assim, a expectativa é que a Paraíba possa buscar melhorar a sua classificação final.

“Nós tivemos uma redução em nossa delegação para esse ano, estamos com 80 membros, sendo 51 paratletas. Essa é uma situação que todos os estados estão enfrentando, ainda em decorrência das restrições ocasionadas pela pandemia. Apesar dessas dificuldades, estamos muito confiantes em relação a que nossa equipe será capaz de fazer. Acreditamos que vamos brigar para melhorar o nosso desempenho geral e devemos ter um número de medalhas muito positivo”, afirmou Jean Klaud Azevêdo.

A abertura oficial das Paralimpíadas Escolares aconteceu, ontem. A cerimônia foi fechada ao público e on-line com transmissão, ao vivo, nos canais do Youtube e Facebook do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), organizador do evento.

Competições

A programação das Paralimpíadas Escolares foi iniciada desde a segunda-feira (22), na capital paulista. No entanto, no primeiro e no segundo dia do evento, a terça-feira (23), ocorreram apenas os testes para a classificação funcional dos paratletas. Esse procedimento tem como objetivo determinar a classe que os competidores irão integrar. No paradesporto escolar, além das divisões por faixa-etária, existem as especificidades de acordo com o tipo e o grau de deficiência de cada indivíduo.

Terminado esse processo, a partir desta quarta-feira é que se iniciam, de fato, as competições. A Paraíba, que conta com 51 competidores, estará disputando nove modalidades. São elas: basquete em cadeira de rodas; bocha; futebol de 5, badminton, natação, paratletismo, judô, parataekwondo e tênis de mesa.

A maior quantidade de medalhas, inclusive pelo grande número de provas, deve vir no paratletimo, onde a Paraíba é uma das principais referências do Brasil já tendo revelado, nas Paralimpíadas Escolares, paratletas como Joeferson Marinho, Petrúcio Ferreira e Silvana Fernandes – medalha de bronze nos Jogos de Tóquio no parataekwondo, ela iniciou sua carreira competindo no lançamento de dardo.

Mudança de vida

O paradesporto, além de buscar a excelência competitiva e o alto rendimento, assim como é feito nos esportes olímpicos, antes de mais nada, tem como objetivo, mudar vidas, gerando oportunidades, promovendo inclusão e empoderamento para as pessoas com deficiência. Por isso, especialmente nas Paralimpíadas Escolares, além do foco nas competições, há também um trabalho focado na promoção da qualidade de vida e da dignidade.

Luiz Antônio da Silva Bezerra, aos 17 anos, está participando de sua segunda Paralimpíada Escolar. Natural de Várzea, no Sertão da Paraíba, ele é o atual campeão da competição nas provas do arremesso de peso, lançamento de disco e no lançamento de dardo na classe F43.

“Para mim, essa experiência foi fundamental, poder conhecer outra cidade, competir contra paratletas de todo o Brasil, dar o meu melhor e vencer, foi muito bom. O esporte mudou muita coisa na minha vida. Vivendo no interior, tudo é ainda mais difícil, mas o esporte me proporcionou oportunidades que eu jamais teria, me abrindo portas mesmo. Hoje, tenho mais perspectivas e já estou conquistando objetivos e melhorando a minha qualidade de vida”, explicou Luiz Antônio.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa de 24 de novembro de 2021


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