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Vereador é investigado em operação

publicado: 09/04/2026 08h56, última modificação: 09/04/2026 08h56
Alvo de busca e apreensão, João Alves prestou depoimento à polícia; ele nega ter envolvimento com esquema criminoso
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Mandados foram cumpridos em três endereços ligados ao parlamentar, incluindo a Câmara | Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Santa Rita

O vereador João Alves (PSDB), da Câmara Municipal de Santa Rita, esteve entre os alvos da Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), com o apoio da Polícia Militar do estado (PMPB). O objetivo da força-tarefa, conduzida por meio da 5ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), é investigar denúncias sobre um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes na comunidade Bebelândia, localizada na Zona Rural do município. Ao todo, foram cumpridos, na manhã de ontem, três mandados judiciais de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. 

O parlamentar prestou depoimento às autoridades na delegacia e foi liberado em seguida. Em entrevistas concedidas após seu testemunho, João Alves negou acusações de atuação criminosa e alegou que nenhum indício de ilicitude havia sido encontrado e apreendido sob sua tutela, em meio às diligências policiais. As autoridades cumpriram ordens de busca em três locais distintos vinculados ao vereador — em sua residência, no escritório onde ele atua como advogado e na Câmara Municipal. Além de João Alves, outras duas pessoas investigadas pela operação foram conduzidas à unidade policial e liberadas após serem ouvidas.

Já em relação aos mandados de prisão, dois foram executados contra suspeitos que já estavam reclusos em unidades do sistema prisional do estado: um na Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega — o Presídio do Roger —, em João Pessoa; e outro na Penitenciária Padrão de Santa Rita. De acordo com o delegado Aneilton Castro, o terceiro e último alvo não foi localizado e segue foragido.

“Mas, durante a operação, um indivíduo que estava na casa desse suspeito tentou fugir e, com ele, foi encontrada uma pistola 9 mm com três carregadores. O material foi apreendido e o homem foi preso em flagrante”, relatou Aneilton.

O delegado também ressaltou que o inquérito policial segue em natureza sigilosa, para garantir a segurança e a efetividade da operação. “Os elementos colhidos ontem servirão para dar direcionamento ao inquérito, que vai culminar ou em indiciamento e conclusão, ou no prosseguimento da investigação”, explicou.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 09 de abril de 2026.