A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Sesds) inicia, hoje, a mobilização das tropas que atuarão no segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25). A operação reúne as Forças de Segurança estaduais em um planejamento integrado que envolve policiamento ostensivo, investigação policial, prevenção de emergências, apoio aéreo e monitoramento estratégico, com o objetivo de garantir a tranquilidade da votação e a preservação da ordem pública em todo o território paraibano.
A mobilização dá continuidade ao trabalho desenvolvido no primeiro turno e considera as avaliações operacionais realizadas pelas instituições. A estratégia prevê atuação coordenada antes, durante e depois da votação, com reforço da presença das equipes, compartilhamento de informações e capacidade de resposta a eventuais ocorrências. 
“Estamos mobilizando nossas Forças de Segurança com planejamento, responsabilidade e integração, para que o segundo turno das Eleições 2026 transcorra com tranquilidade. O trabalho conjunto das instituições é fundamental para prevenir ocorrências, assegurar a ordem pública e permitir que os paraibanos exerçam seu direito ao voto. Nossas equipes estão preparadas para atuar antes, durante e depois da votação, mantendo o compromisso com a proteção da população e o fortalecimento da democracia”, destacou o secretário da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes.
Ações organizadas
A Polícia Militar da Paraíba reforçará o policiamento nos locais de votação e nas áreas estratégicas, mantendo também a continuidade do policiamento ordinário. A atuação contempla a prevenção de crimes, a preservação da ordem pública e o atendimento às demandas relacionadas ao processo eleitoral. Já a Polícia Civil atuará na investigação de crimes eleitorais, no atendimento de ocorrências e na produção de informações de inteligência.
A estrutura operacional inclui efetivo policial, viaturas, equipes de plantão e reforço nos serviços de perícia, além da manutenção do funcionamento das delegacias e Centrais de Flagrantes. O Disque-Denúncia 197 também integra os canais disponíveis para recebimento de informações que possam auxiliar o trabalho policial.
O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, por sua vez, manterá sua estrutura preparada para o atendimento de emergências, com ações de prevenção e suporte às demais instituições. A corporação também contará com a disponibilidade de sua aeronave para eventual emprego, conforme as necessidades operacionais identificadas durante o pleito.
GTA amplia apoio
O Grupamento Tático Aéreo (GTA) integra o planejamento de segurança com suporte às operações, ampliando as possibilidades de acompanhamento e apoio às equipes terrestres. As três aeronaves serão utilizadas, contribuindo para a capacidade de resposta das instituições, de acordo com as demandas operacionais e a coordenação estabelecida para o segundo turno.
Monitoramento
Os três Centros Integrados de Comando e Controle (Ciccs) terão papel estratégico no acompanhamento das ações de segurança. Por meio dos sistemas de monitoramento, videomonitoramento e comunicação, a estrutura contribui para o compartilhamento de informações entre as instituições, o acompanhamento de ocorrências e o acionamento das equipes responsáveis.
A integração favorece a tomada de decisões e permite maior agilidade na resposta a situações que demandem intervenção das Forças de Segurança. O trabalho coordenado entre os órgãos estaduais e federais, em articulação com a Justiça Eleitoral, reforça a capacidade de prevenção e resposta durante o pleito.
Experiência positiva
O planejamento para o segundo turno considera os resultados positivos registrados na primeira etapa das eleições, realizada em 4 de outubro. O pleito transcorreu em clima de normalidade na Paraíba, sem ocorrências graves que comprometessem o funcionamento da votação.
Conforme balanço divulgado pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Sesds, foram registradas 49 ocorrências de crimes eleitorais, que resultaram em 43 prisões. Os registros incluíram situações como propaganda irregular, boca de urna e corrupção eleitoral.
Apesar das ocorrências pontuais, não houve comprometimento da normalidade geral do processo de votação. A Polícia Militar da Paraíba também apontou redução de 70% nas ocorrências em comparação com a eleição anterior, resultado atribuído ao planejamento antecipado, ao reforço do policiamento e à integração entre as instituições.
Pedir voto está entre condutas proibidas no dia do pleito
Por: Agência Brasil

- Eleitores podem manifestar escolha de forma silenciosa, sem tentar convencer outros cidadãos | Foto: Carla Miranda
Amplamente comuns durante as campanhas eleitorais, alguns comportamentos são proibidos no dia da votação. No próximo domingo (25), assim como em todas as eleições, os cidadãos não podem pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores para influenciar a escolha do candidato. Essas práticas podem caracterizar o crime de boca de urna.
A boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição. São proibidos:
- distribuição de santinhos;
- pedidos de voto;
- formação de grupos organizados para promover candidaturas;
- comícios e carreatas, uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.
Até o encerramento da votação, a legislação proíbe a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou portando instrumentos de propaganda, quando isso caracterizar manifestação coletiva.
A expressão individual e silenciosa do eleitor sobre a sua preferência política é liberada. Ou seja, é permitido votar com itens como bandeiras, broches e adesivos, desde que não haja manifestação coletiva.
No ambiente digital, a lei considera crime a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos no dia da eleição, por parte dos candidatos. Conteúdos publicados anteriormente, no entanto, podem permanecer disponíveis.
Punição
Quem for pego fazendo boca de urna pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, com a possibilidade de substituição pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de pagamento de multa.
Como denunciar
As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite o envio de denúncias pelo celular, com informação sobre o local, fotos, vídeos e áudios que ajudem na análise da ocorrência. O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 22 de outubro de 2026.