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escala 6x1

Motta convoca reunião de líderes

publicado: 16/06/2026 09h24, última modificação: 16/06/2026 09h24
Câmara vai tratar do projeto do governo que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga
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Presidente da Câmara, Motta (foto) designou o deputado Leo Prates como relator do projeto | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

por Luciano Nascimento (Agência Brasil)*

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou, ontem, que convocou para a tarde de hoje uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) nº 1838/2026, do Governo Federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6x1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).

Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e oito horas diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que não pode deliberar propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de decreto legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei reunião de líderes para amanhã [hoje], às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6x1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6x1, como relator do projeto. O texto aprovado no fim de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5x2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6x1, os líderes vão debater ainda o PL no 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado. “Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta na rede.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia. “A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’”.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 16 de junho de 2026.