Marcando um avanço na segurança hídrica do estado da Paraíba, o governador Lucas Ribeiro e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, assinaram, ontem, em Itapororoca, a ordem de serviço do Lote 3 do Canal das Vertentes Litorâneas. A obra, que compreende o segmento 7 do canal e a derivação para o Açude Araçagi, ampliará a oferta de água para abastecimento humano e atividades produtivas na região. A expectativa é que mais de 203 mil pessoas sejam diretamente beneficiadas em 18 municípios paraibanos.
O ministro Waldez Góes afirmou que a assinatura da ordem de serviço representa o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Paraíba e a Região Nordeste. “Estamos aqui para dar partida à terceira etapa da Vertente Litorânea. Falo em nome do presidente Lula, que está cumprindo rigorosamente o compromisso com o povo nordestino e com o povo brasileiro, retomando obras, abrindo novas frentes de trabalho e garantindo investimentos em segurança hídrica”, destacou o ministro Waldez Góes. “Foram destinados R$ 32 bilhões para a agenda da água no Novo PAC. É uma demonstração inequívoca do compromisso com o Nordeste, retomando projetos, concluindo obras que foram abandonadas e garantindo recursos para a segurança hídrica em toda a região”, disse.
O chefe do Executivo estadual, por sua vez, destacou a importância da terceira etapa da obra na qualidade de vida da população. “Decidimos fazer este evento aqui, em Itapororoca, junto com o povo, porque é assim que devemos trabalhar: próximos das pessoas. Esse terceiro lote do canal vai beneficiar 18 municípios e muitas famílias, levando segurança hídrica, que é uma prioridade do nosso governo em parceria com o Governo Federal. O ministro Waldez Góes está na Paraíba, na nossa segunda semana de governo, representando o presidente Lula, que é sensível às dores do povo nordestino, às dificuldades e aos desafios do Nordeste — segurança hídrica é um desses desafios”, declarou Lucas Ribeiro.
O secretário de Estado da Infraestrutura e Recursos Hídricos, Jovânio Silva, também elogiou o projeto. “É uma obra que vem trazer ainda mais segurança hídrica para toda essa região e preparar todos esses municípios para o futuro. É mais qualidade de vida e desenvolvimento”, resumiu.
Também participaram da solenidade a secretária--executiva da Infraestrutura e Recursos Hídricos, Virgiane Melo, deputados estaduais, prefeitos, vice--prefeitos e lideranças políticas da Paraíba.
A estrutura
A obra terá extensão de 19,2 km, com vazão de 6,5 m³ por segundo, levando água do reservatório de Acauã até o Rio Mamanguape. O investimento total no Lote 3 é de R$ 200,3 milhões, sendo R$ 180,6 milhões de responsabilidade da União e cerca de R$ 20 milhões como contrapartida do Governo da Paraíba.
Projeto amplo
O Canal das Vertentes Litorâneas integra o Sistema Adutor Acauã–Araçagi, que recebe água do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Com os Lotes 1 e 2 já concluídos, o empreendimento alcança 96,9 km de extensão e deverá beneficiar, ao fim, cerca de 680 mil habitantes em 39 municípios da Paraíba. A previsão é que os serviços sejam executados em até 24 meses, a partir da mobilização do consórcio responsável, consolidando mais uma etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) voltada à garantia de água e ao desenvolvimento regional na Paraíba.
Esperança
A notícia de que a construção do Lote 3 das Vertentes Litorâneas/Acauã-Araçagi terá início nos próximos dias deixou os moradores da região de Itapororoca cheios de boas expectativas, principalmente quem trabalha na agricultura familiar. É o caso do agricultor José da Silva, de 58 anos, que já está fazendo planos. “Eu planto cerca de 70 mil pés de abacaxi por ano, além de macaxeira e milho. Por isso, a gente recebeu essa notícia com muita alegria. Pretendo aumentar ainda mais a minha produção quando essa obra for entregue. Mesmo a gente morando no Litoral, a gente sofre também com a falta d’água”, comentou.
Mesmo com poço artesiano, a agricultora Maria Pontes, de 40 anos, também encontra dificuldades para irrigar a plantação de abacaxi, macaxeira e batata-doce. “Eu fiquei muito feliz com o dia de hoje, porque a gente vai ter mais acesso à água, que vai conseguir chegar em outras comunidades — na comunidade onde moro, que é a Pirpiri, aqui mesmo em Itapororoca, tem poço artesiano, mas existem outras comunidades que não têm. A intenção agora é aumentar a produção quando essa obra ficar pronta e ter uma condição de vida melhor”, contou.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 16 de abril de 2026.
