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Por dentro do #EuFicoEmCasaPB

Reprodução/YouTube Com cada integrante em suas próprias casas, a banda Quadrilha se apresentou no último domingo no #EuFicoEmCasaPB ao vivo pela Internet

Com cada integrante em suas próprias casas, a banda Quadrilha se apresentou no último domingo no #EuFicoEmCasaPB ao vivo pela Internet


Você já deve estar sabendo de uma iniciativa cultural que começou neste sábado, da Paraíba para o mundo, certo? O #EuFicoEmCasaPB, inclusive, foi tema de uma matéria da colega jornalista (e grande amiga) Cairé Andrade na edição de hoje, vai ler antes de continuar essa aqui! É que o webfestival também é tema da minha coluna desta quarta-feira, mas vou procurar noticiar e narrar da perspectiva de alguém que está dentro do “muído” todo.

 Quando entrei no projeto, cheguei como muita gente: a convite de outros amigos que fazem parte do âmbito cultural. Já era quarta-feira e tínhamos mais de 50 pessoas no grupo. De forma colaborativa e orgânica, cada um foi ajudando como podia, fosse com ideias, mão de obra ou divulgação. Todo o movimento começou e, surpreendentemente, nos unimos para fazer um evento sem nos encontrarmos pessoalmente, trabalhando com pessoas já conhecidas e gente que nunca vimos pessoalmente. Deu certo! Está dando.

Mas e aí, como as coisas foram e estão sendo feitas? Usamos a riqueza que é a Internet. Cada artista atende uma videochamada comandada por uma mestre de cerimônias (alternamos eu e a querida Val Donato) e essa ligação é transmitida ao vivo pro mundo inteiro. Podemos dizer que já nos dois primeiros dias de festival, fomos vistos mais de 6 mil vezes só no YouTube. 

 Temos vários grupos: um da comissão, outro da comunicação, outros com os artistas separados por dia de apresentação e um grupo enorme com gente interessada em participar da uma próxima edição (ao que tudo indica, teremos!). Marcamos “passagem de som” virtual, testamos as ligações quando conseguimos e é isso. Estando em casa, tudo flui organicamente. O ambiente traz aconchego e lembra ao público que estamos juntos, ainda que longe. Tudo ocorre como pensamos? Não. E tudo bem, também. Criamos, acima de tudo, uma rede de solidariedade e empatia e sabemos que todos estão tentando fazer o seu melhor.

Fico com um olho na transmissão e outro nos grupos e nos chats. A resposta é incrível. Dos artistas emocionados, do público emocionado, de gente querendo ajudar e de plateia conhecendo artistas que não sabiam que existiam. Tivemos pessoas do Brasil inteiro e até de Portugal nos assistindo. E isso é só o começo!

O movimento Eu Fico Em Casa vem como ajuda financeira para quem vive de arte e precisa sobreviver nesse momento de pandemia, com as casas cultura e público parados. Mas, além disso, é um movimento de conscientização sobre a importância do distanciamento social e físico nesse momento. É um movimento que tem nos ajudado mentalmente, apesar de envolver perrengues e estresses normais na produção cultural, quando somos proativos e envolvidos numa causa importante. É um projeto que é feito na raça, mas rico quando o público tem a chance de consumir arte de forma democrática, sem sair de casa. 

Acredito fortemente que estamos vivendo um momento histórico em nosso estado. Um movimento cultural que já está presente em nossos registros. Juntamos nova e velha guarda, atores e atrizes, projetos instrumentais, gêneros musicais distintos, todos por uma causa maior. À distância e pela distância, prezando pelos seus e pelos nossos. Nos acompanhe nas redes sociais apontando seu leitor de QR Code para a imagem abaixo. Acesse o festival clicando aqui!

 

*publicado originalmente na edição impressa de 25 de março de 2020.

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