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Todas as números 100 de Mônica

publicado: 03/06/2026 09h15, última modificação: 03/06/2026 09h15
Monica - 1978 - 100.jpg

Mônica 100 da Abril | Foto: Divulgação/Abril

por Renato Félix*

Você possivelmente já viu ou ouviu por aí que os gibis da Turma da Mônica resetaram sua numeração e voltaram ao número 1. E o que veio antes do número 1? O número 100. E não foi o primeiro. É o quarto número 100 de Mônica, Cebolinha, Cascão e Chico Bento, e o terceiro de Magali. Explico.

Alcançar essa marca é bastante simbólica, um feito bem raro para qualquer revista em quadrinhos de criação brasileira. Os gibis de Mauricio de Sousa chegaram à 100ª edição pela primeira vez em 1978, com Mônica, coroando uma trajetória que já contava oito anos na Editora Abril.

Apesar da capa comemorativa, com direito à personagem sendo carregada pelos amigos e uma faixa que celebrava o feito, dentro o gibi era bastante comum. Apenas um texto na página 3 e nenhuma história especial.

Cebolinha, lançada em 1973, chegou ao 100 em 1981 e aí o marco recebeu um tratamento muito diferente: capa cartonada, lombada quadrada, o personagem de fraque na capa e, no interior, uma edição totalmente dedicada ao feito.

Primeiro, o Capitão Feio atacou o próprio Mauricio de Sousa para destruir o número 100. Depois, Cascão “ajuda” o Cebolinha a arrumar seus gibis, mas aproveita é para ler histórias clássicas (que são republicadas na sequência).

Criadas em 1982, Cascão e Chico Bento não eram mensais como as outras, mas quinzenais. Por isso, alcançaram o centésimo número mais rapidamente: em 1986. Mas desta vez a celebração não passou das capas.

Quando as produções de Mauricio mudaram da Editora Abril para a Globo, em 1987, a numeração dos seus gibis reiniciou pela primeira vez. E como ficaram 20 anos na editora, todos os gibis alcançaram mais um número 100 – incluindo Magali, lançado em 1989, e Revista Parque da Mônica, que começou a ser publicada em 1993.

Mônica e Cebolinha chegaram juntas ao 100, em 1995. Cascão e Chico Bento, quinzenais, chegaram mais rápido: em 1990. Magali, em 1993. E Parque da Mônica, em 2001. Todas tiveram capas e histórias comemorativas, o que se tornou uma constante nas edições 100. Exceto, por alguma razão, Magali: a comilona não teve nem mesmo uma menção especial na capa na primeira vez que alcançou o número. Passou em branco.

Em 2007, os gibis mudaram de editora de novo, passando a sair pela Panini. E, mais uma vez, a numeração reiniciou. A essa altura, no entanto, as revistas quinzenais de Mauricio de Sousa já eram também mensais. Dessa forma, todas chegaram ao número 100 juntas, em 2015

E aí começou, na Panini, o hábito de reiniciar periodicamente a numeração. Depois dessas números 100, todas voltaram ao número 1 para uma segunda série de revistas na Panini (Parque da Mônica, a essa altura, já tinha sido rebatizada como Turma da Mônica).

Essa segunda série durou 70 números (até 2021) e a numeração recomeçou de novo. É a terceira série, que chegou ao seu número 100 em março passado, antes de recomeçar a atual quarta série.

Mas aí também já tinha acontecido o seguinte: a MSP se atentou para o fato de que, somando todas as edições, Mônica chegaria à sua 500ª edição em 2011 (correspondente ao nº 54 da primeira série da Panini). A partir daí, houve celebrações semelhantes para os outros gibis. Cascão e Chico Bento passaram sem alarde pelo número 500, mas comemoraram o 700 e o 800...

*Coluna publicada originalmente na edição impressa do dia 03 de maio de 2026.