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em 10 anos

Número de empresas de serviços cresce 72% na PB

publicado: 28/08/2025 08h51, última modificação: 28/08/2025 08h51
Expansão é a quarta maior do país, atrás apenas de Tocantins, Roraima e Piauí
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Melhores remunerações estão nos setores de Informação e Comunicação e de Transportes | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Paraíba encerrou 2023 com 15.639 empresas de serviços não financeiros em atividade, um crescimento de 9,7% em relação a 2022 e de 72% frente a 2014, ano em que o estado detinha 9.094 unidades. Esse resultado mostra uma expansão mais acelerada do que a registrada no Brasil (5,5% e 31,7%, respectivamente) e superior ao observado na média do Nordeste (12,6% e 48,2%). As informações são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2023, divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

O estado obteve o quarto maior crescimento em 10 anos, ficando atrás apenas de Tocantins (123,6%), Roraima (93,4%) e Piauí (75,7%). Em sentido oposto, o Rio Grande do Sul apresentou a maior retração, com queda de 15,8% no ano e variação negativa acumulada de -3,2% na última década. Em termos relativos, a participação da Paraíba no contexto regional passou de 6,1% para 7,1%, enquanto, frente ao Brasil, subiu de 0,7% para 0,9%.

Ocupação

O setor de Serviços paraibano registrou um recorde no número de pessoas ocupadas em 2023, com um total de 145.633 pessoas, quantitativo 46,3% acima do observado em 2014, ano em que havia 99.523 pessoas ocupadas no setor estadual.

A variação do indicador estadual, de 2014 a 2023, ficou acima tanto da média brasileira (17,2%) como da nordestina (20,2%). Além disso, foi a quarta maior do país, abaixo apenas das registradas pelos estados do Mato Grosso (68,5%), Roraima (57,5%) e Alagoas (55%), enquanto o Rio de Janeiro foi o único estado a registrar retração (-5,9%). Com essa expansão em 10 anos, a participação do setor de Serviços da Paraíba passou de 5,1% para 6,3%, no Nordeste, e subiu de 0,8% para quase 1%, no Brasil.

A série histórica demonstra um forte crescimento do número de pessoas ocupadas no setor paraibano após a pandemia, com destaque para o avanço de 12% de 2022 a 2023, que foi o sétimo maior entre as unidades da Federação. Esse resultado foi superior aos avanços observados nos cenários nacional (7,1%) e regional (8,2%).

Salário médio

Em 2023, a Paraíba registrou salário médio mensal de 1,5 salário mínimo, abaixo do valor verificado em 2014 (1,6 salário mínimo). O valor é menor que as médias do Nordeste (1,6) e do Brasil (2,3). Entre os estados nordestinos, o rendimento paraibano iguala-se ao do Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas, situando-se na faixa inferior da região. Quando comparado aos demais estados do Brasil, o valor do salário médio mensal da Paraíba é o segundo mais baixo, superior apenas ao valor de 1,4 salário mínimo registrado nos estados do Piauí, Roraima e Acre. Os estados com maiores salários médios foram São Paulo (2,8), seguido pelo Distrito Federal (2,4) e Rio de Janeiro (2,5).

Os setores como Serviços de Informação e Comunicação (2,7) e algumas atividades do grupo de Transportes destacaram-se com remunerações superiores. Dentro deste último, observa-se forte heterogeneidade entre os grupamentos: o Transporte rodoviário registrou média de 1,6 salário mínimo mensal, enquanto Outros Transportes alcançaram 4,3 salários mínimos, o maior nível de rendimento entre todas as atividades analisadas. Os correios e atividades de entrega apresentaram remuneração elevada (2,9), contribuindo também para o aumento da média do setor de Transportes (2,0).

Participação no PIB

A participação da Paraíba na receita bruta de prestação de serviços no Nordeste, de 2014 a 2023, apresentou uma queda de participação de 4,8% para 4,7%. A Bahia continua com a maior participação (30,1%), mas perdeu espaço em relação a 2014, quando detinha 32,5%. Pernambuco e Sergipe também recuaram, de 22,5% para 21,2% e de 3,7% para 3,2%, respectivamente; enquanto o Rio Grande do Norte, assim como a Paraíba, apresentou uma pequena queda, passando de 6,0% para 5,9%. Em contrapartida, tiveram ganhos proporcionais na participação regional os estados de Alagoas, de 4,0% para 5,0%; Piauí, de 3,2% para 3,6%; Maranhão, de 7,3% para 8%; e Ceará, de 15,9% para 18,3%.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 28 de agosto de 2025.