Reta final na expectativa para uma das maiores festas juninas da Paraíba. A abertura oficial do São João de Patos ocorrerá na próxima sexta-feira (19). Durante cinco dias, a Capital do Sertão receberá visitantes de cidades da região e turistas vindos de diversas partes do país. Essa é a época do ano que gera o maior impacto econômico. De acordo com a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico (CiTI-DE), o período junino faz circular cerca de R$ 15 milhões na economia do município.
“O São João de Patos é uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico. Para cada visitante que chega à cidade, novas oportunidades são criadas para os comerciantes e empreendedores. Com isso, a gente consegue uma economia mais dinâmica, com mais renda circulando e perspectiva de crescimento para o município”, avaliou Vanderson Cunha, gestor da CiTI-DE.
Hospedagem
Um dos setores que registram o maior crescimento é a hotelaria. Hotéis e pousadas já trabalham com ocupação de 90% de sua capacidade. “Neste ano, como sempre, a procura já iniciou em março, quando saiu a programação. De março a abril, foram vendidos 30% [dos leitos] antecipadamente”, afirmou José Francisco de Medeiros Segundo, gerente da unidade Patos do Nord Hotel.
No entanto, no comparativo com 2025, o fechamento da ocupação está um pouco mais lento. “Nesse mesmo período do ano passado, já estávamos com 100% [de lotação]. Porém a expectativa continua alta devido às grandes atrações deste ano”, pontuou o gerente, que prevê o preenchimento de todos os leitos até o dia da abertura da festa.
Tem quem prefira uma outra forma de hospedagem. Casas compartilhadas, onde é possível conhecer pessoas de diversos lugares e viver com mais intensidade o clima de festa. Uma dessas acomodações fica localizada a 100 m do Terreiro do Forró e oferece bebidas gratuitas, serviços de segurança, diarista, estacionamento, piscina e shows com DJs. O investimento é de R$ 700, para homens e mulheres. “É uma forma mais econômica de curtir o São João e interagir com pessoas de todo o Brasil”, constatou Édson Correia, responsável pela casa Parada Obrigatória.
Alimentação e vestuário
Como estratégia para aquecer a economia, a administração municipal vem promovendo uma programação pré-festa. Shows culturais e apresentações musicais dão o tom do Festival Esquenta São João. Toda essa movimentação vem aquecendo também a economia nos mais diversos setores.
Bares e restaurantes também já registram um aumento na movimentação de clientes e chegada dos turistas. Aliado à Copa do Mundo, a expectativa de faturamento no período junino é altamente positiva. Kildenn Tadeu, proprietário do restaurante Lampião, estrategicamente localizado próximo ao Terreiro do Forró, já sente a onda positiva. “A cidade já começa a respirar esse clima de São João e Copa. A gente já nota o comércio mais aceso e o faturamento do dia a dia aumentando. Pra gente é uma expectativa que anima bastante”, afirmou.
Para atrair mais pessoas, o restaurante investe em ambientação e uma programação musical, para esquentar os forrozeiros. “Vai ter um forrozinho pé de serra todos os dias do São João a partir da hora do almoço, valorizando a nossa tradição e a nossa cultura raiz. Também vamos transmitir os jogos da Copa. Nosso restaurante é praticamente um camarote pra quem quer aproveitar o melhor da festa”, garantiu o empresário, que registra um aumento de 200% no faturamento em junho.
As vendas de bebidas também foram impulsionadas. Alisson Garcia é dono de uma conveniência e teve que se antecipar, reforçando o estoque de mercadorias. Mas, para isso, foi preciso observar importantes mudanças nos perfis de consumo dos clientes. “Tem o pessoal fitness, que se torna adepto a bebidas sem glúten e com baixas calorias, como também do pessoal que está mais consciente, buscando bebidas sem álcool”, ressaltou. Em uma avaliação geral do mês de junho, a conveniência chega a faturar até 150% a mais do que nos outros meses.
Além desses setores, outros nichos, como moda e vestuário, calçados, salões de beleza, transporte, artesanato e os vendedores ambulantes, também sentem o impacto positivo da economia. “A gente percebe que é uma festa que movimenta a cidade e, do ponto de vista econômico, é o melhor dos mundos. Não aquece só a economia no que diz respeito ao evento, mas também todos esses setores”, finalizou Vanderson Cunha.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 16 de junho de 2026.