A Paraíba registrou variação positiva de 0,4% no volume de Serviços em outubro deste ano, frente ao desempenho de setembro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O leve crescimento do setor ficou acima da média brasileira, que foi de 0,3%, e o resultado representa a segunda alta consecutiva do indicador paraibano — em setembro, foi de 4,5%.
No comparativo com outubro de 2024, houve crescimento de 4,5% no volume de Serviços da Paraíba. O avanço representa mais que o dobro da média nacional (2,2%), sendo o sétimo mais acentuado do país e o segundo maior do Nordeste. O economista Cássio Besarria relaciona esses resultados ao aumento da empregabilidade no cenário local e a fatores de aumento da disponibilidade de renda entre a população. “Nesse último bimestre [observado pela pesquisa], tivemos os feirões de renegociação, que fazem com que algumas pessoas que estão com algum tipo de restrição de crédito deixem de ter, então voltam a consumir e acabam aquecendo a economia. Além disso, é um período em que já começa a aumentar a demanda por Bens e Serviços, influenciando um pouco esses indicadores”, avalia.
A PMS produz indicadores de acompanhamento da evolução conjuntural do setor de Serviços empresariais e de seus principais segmentos. No acumulado dos 12 meses do ano, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, a variação foi igualmente positiva, com o volume de vendas do setor estadual tendo crescido 5,6%, — também acima da média brasileira, que foi de 2,8%.
De acordo com o economista, o crescimento econômico local em algumas áreas, impulsionado pelo Turismo e pela Construção Civil, pode ser apontado entre os fatores que contribuem para a variação positiva nos Serviços. “Essas atividades absorvem uma mão-de-obra que não necessariamente tem qualificação alta, então acabam atingindo amplamente a população e gerando renda. E sabemos que, quando se aumenta o acesso à renda, diminuem os indicadores de desemprego, e isso acaba repercutindo nos indicadores de consumo. Essa é uma característica que pode explicar não só o comportamento de agora, mas também de períodos anteriores em que houve crescimento”, explica Besarria.
O economista ressalta a representatividade do setor de Serviços na atividade econômica do estado. “Emprega muita gente e tem uma grande participação no Produto Interno Bruto [PIB], seja local ou nacional. Tem como característica a rotatividade da empregabilidade, ou seja, muitas pessoas são empregadas naqueles períodos de aquecimento da economia. Em um cenário nacional, 70% ou até um pouco mais do PIB também é derivado do setor de Serviços”, contextualiza.
Em outubro de 2025, a receita nominal do setor paraibano de Serviços apresentou variações de 0,9% frente a setembro de 2025; 9,2% face a outubro de 2024; 9,9% no acumulado dos 10 primeiros meses de 2025, em relação ao mesmo período de 2024; e 9,9% no acumulado em 12 meses, relativamente ao mesmo período do ano anterior. Os resultados de todos os indicadores de receita nominal foram superiores à média nacional.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de dezembro de 2025.