O Ministério Público da Paraíba (MPPB) promoveu, na manhã de ontem (16), mais uma audiência com discussões sobre a qualidade da água do Açude Velho, em Campina Grande. A reunião teve como foco principal a apresentação de encaminhamentos técnicos e a discussão de soluções estruturais para o problema da poluição no açude, considerado um dos principais cartões-postais de Campina Grande.
Entre os pontos discutidos, foi destacada a elaboração de estudos voltados para a criação de uma estação de tratamento da água do Açude Velho em longo prazo. A proposta está sendo analisada em conjunto pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), pela prefeitura municipal e pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB) , com o objetivo de identificar alternativas técnicas capazes de melhorar de forma permanente a qualidade da água.
O encontro reuniu representantes da gestão municipal, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) e da Secretaria de Obras e da Secretaria de Planejamento (Seplan), além da UFCG, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
Durante a audiência, também foram retomadas as discussões sobre ações já executadas, como a instalação de aeradores para aumentar os níveis de oxigenação da água e reduzir odores, além das fiscalizações realizadas no entorno do açude para identificar possíveis irregularidades no descarte de esgoto.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima sexta-feira (20), às 9h, no MPPB. A pauta mais importante será a respeito da dragagem do Açude Velho, etapa considerada fundamental no processo de recuperação ambiental do reservatório.
Para o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Dorgival Vilar, o diálogo entre os órgãos envolvidos é fundamental para a construção de soluções eficazes: “Estamos tratando de um tema que exige responsabilidade técnica e cooperação entre as instituições. A prefeitura tem acompanhado de perto essa situação e já adotou medidas importantes. Agora, com os estudos em andamento junto à universidade e aos órgãos parceiros, buscamos também soluções estruturais e duradouras para garantir a melhoria da qualidade da água do Açude Velho”, destacou.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 17 de março de 2026.