A final do 9º Festival de Música da Paraíba será realizada no próximo sábado (30), às 20h, no Teatro de Arena do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. A noite vai contar com a apresentação dos 14 finalistas e show de Os Fulano, com tributo a Cecéu, artista viva homenageada nesta edição, juntamente com Luiz Ramalho, já falecido. O sorteio da sequência de apresentações dos concorrentes ocorreu na tarde de ontem, ao vivo, no programa Tabajara em Revista, na Rádio Tabajara 105.5 FM.
A votação popular está aberta pelo endereço https://votacaofestivaldemusica.pb.gov.br/ e pode ser realizada até a execução da última música na final. As eliminatórias ocorreram na última sexta-feira (22) e no sábado (23), no Centro Cultural Elba Ramalho, na cidade de Conceição, e selecionaram sete finalistas em cada dia.
A premiação será de: 1º lugar: R$ 10 mil; 2º lugar: R$ 7 mil; 3º lugar: R$ 5 mil; Melhor Intérprete: R$ 3 mil; Júri Popular: R$ 5 mil.
O evento é realizado pelo Governo da Paraíba, por meio da Empresa Paraibana de Comunicação SA (EPC), da Fundação Espaço Cultural (Funesc) e da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional (Secom), com apoio da PBGás e da Codata, e em parceria com a Prefeitura Municipal de Conceição.
Show de encerramento
Após o anúncio dos ganhadores, a banda paraibana Os Fulano vai realizar show em tributo a Cecéu, com um repertório que mescla músicas autorais do grupo, da homenageada com Antônio Barros e incluindo participação especial da cantora Sandra Belê.
Doce Coroado é o projeto que celebra os 15 anos de existência de Os Fulano como quem celebra uma colheita. Inspirado no abacaxi — fruta abundante de Santa Rita (PB), cidade onde o grupo nasceu —, o conceito transforma a trajetória da banda em metáfora agrícola e tropical: plantar, cuidar, esperar, frutificar e colher.
O grupo desenvolveu-se na capital João Pessoa, onde constrói sua identidade artística até hoje, expandindo o imaginário do Nordeste para além do Sertão árido, sem apagar o território fértil, verde e marítimo de onde brotou.
Cecéu
Mary Maciel Ribeiro, mais conhecida como “Cecéu”, é uma das cantoras e compositoras mais importantes do forró. Nasceu em Campina Grande, em 2 de abril de 1950. Ainda no início dos anos 1970, iniciou a parceria amorosa e musical com Antônio Barros. Juntos, lançaram mais de 700 canções que marcaram a música nordestina e brasileira. “Bulir com tu”, “O neném”, “Sou o Estopim” e “Por debaixo dos panos” são algumas delas.
Já “Homem com H”, gravada na voz de Ney Matogrosso, mostrou que a união dos artistas ultrapassa um único nicho musical. Prova disso é que em 2021 a obra deles foi declarada Patrimônio Imaterial da Paraíba. Marinês, Elba Ramalho e Trio Nordestino também gravaram músicas de Cecéu e Antônio Barros.
Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), de 2018 a 2022, a canção “É proibido cochilar” foi a mais tocada na capital paraibana. Em 2025, Cecéu e todo o Brasil despediram-se de Antônio Barros, que faleceu aos 95 anos. Apesar disso, os frutos dessa união ecoam pelos quatro cantos do país em forma de canção.
Confira a ordem de apresentações dos finalistas:
- “Viva arte salve artista” - Wil Cor
- “Jamais vão acabar com o forró no meu São João” - Bibiu do Jatobá
- “Manifesto” - M.a.r.ia
- “Relampeou no Sertão” - Cecília Albuquerque e Ana Wal
- “Abstinência” - Andrei Lira, Iann e Diogo Rodrigues
- “Tudo pode acontecer” - Pedro Francisco (intérprete: Igor Tadeu)
- “Filho do Sertão” - Heitor Loureiro
- “Coragem de viver” - Sofia Gayoso (intérprete: Sarah Soul)
- “Caatinga” - RobSom MC
- “A saída perfeita” - Lily Sanfoneira, Guga Limeira, Ely Porto e Helinho Medeiros
- “Receita de um forró” - Ananias do Acordeon
- “Dia de feira” - Salvador di Alcantara
- “Quem vive diz” - Yuri Gonzaga
- “Jacumã” - Gaby Hardmann e Big Jesi
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 27 de maio de 2026.