A Paraíba conquistou a liderança do Nordeste e a segunda posição nacional no número de estudantes matriculados em cursos presenciais no Ensino Superior em relação à população. Com um índice de 2.999,1 matrículas presenciais por 100 mil habitantes, o estado ficou à frente do Piauí (2.610,7) e do Rio Grande do Norte (2.490,1), e, no cenário nacional, atrás apenas do Distrito Federal, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), referentes ao Censo da Educação Superior 2024.
Quando se considera o universo completo de matrículas, somando presencial e Educação a Distância (EaD), a Paraíba aparece na 13a posição nacional, com 4.581 matrículas por 100 mil habitantes. O Distrito Federal lidera esse ranking geral com 7.750,5; seguido por Santa Catarina (6.059) e Paraná (6.017,3). Na modalidade EaD, o estado ocupa a 24ª posição nacional, sendo o Piauí o líder nordestino na categoria.
O desempenho paraibano sobressai-se especialmente no ensino presencial, o qual o estado lidera o Nordeste em todas as categorias proporcionais. Para o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties), Cláudio Furtado, o resultado reflete os investimentos acumulados ao longo dos últimos anos.
“Essa liderança da Paraíba no Ensino Superior público é muito dos investimentos feitos pelo Governo do Estado nas universidades públicas, financiando pesquisa, financiando permanência e também com todo o trabalho que vem sendo feito já desde o ensino médio. Isso é uma marca de um trabalho que vem sendo realizado há vários anos pelo Governo do Estado e tem sido reafirmado pelo nosso governador Lucas Ribeiro, da importância do Ensino Superior como um motor de desenvolvimento da Paraíba”, afirmou.
Entre as iniciativas da Secties e Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) que contribuem para esse cenário, destacam- -se o projeto Limite do Visível, que oferece a jovens de escolas públicas a oportunidade de conquistar um diploma de nível superior em cursos de Tecnologia da Informação; Programa Paraíba sem Fronteiras, como mobilidade internacional para estudantes de graduação e pós-graduação; o Programa Celso Furtado, que conecta a graduação à Educação Básica, promovendo a iniciação científica e o protagonismo juvenil. Além de bolsas de iniciação científica para alunos egressos da rede pública.
Os resultados alcançados pela Paraíba no Ensino Superior também refletem uma política contínua de incentivo à formação acadêmica e permanência universitária. Além de programas já consolidados, o Governo do Estado vem ampliando iniciativas voltadas ao acesso e permanência na graduação, a exemplo do Programa Casa do Estudante — Bolsa Permanência, voltado ao apoio financeiro de universitários; o Ciclo Caminhos da Permanência, focado na assistência estudantil; e as Ações Afirmativas, que incentivam o acesso e a permanência de estudantes negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e outros públicos no Ensino Superior.
A expectativa é que as ações fortaleçam ainda mais os indicadores de matrículas presenciais e conclusão de cursos superiores no estado.
Os dados do Censo da Educação Superior 2024, divulgados pelo Inep, abrangem todas as instituições de Ensino Superior cadastradas no país, públicas e privadas, e são considerados a principal referência para a formulação de políticas educacionais no Brasil.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 26 de maio de 2026.