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Casos de hanseníase têm queda no estado, aponta boletim da SES

publicado: 15/01/2026 08h40, última modificação: 15/01/2026 08h40

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva em Saúde e Coordenação Estadual do Programa de Controle da Hanseníase, divulgou o boletim com os casos registrados da doença na Paraíba.

De 2025 até 6 de janeiro deste ano, a taxa de detecção foi de 9,04 casos por 100 mil habitantes, com 367 casos registrados. Já em 2024, foi de 10,5 casos por 100 mil habitantes, com 429 casos, correspondendo a uma redução de 62 casos em relação ao ano anterior.

Neste mês, o Ministério da Saúde promove o Janeiro Roxo — mês de campanha e luta contra a hanseníase — que neste ano tem como objetivo o acompanhamento de contatos de casos, com ênfase em menores de 15 anos. Na Paraíba, em 2025, foram registrados 15 casos nessa faixa etária  — menores de 15 anos — concentrados nos municípios de Bayeux (três), Cabedelo (dois), Rio Tinto (um), Lagoa Seca (dois), Campina Grande (um), Montadas (dois), Catolé do Rocha (um), Cajazeiras (dois) e Juripiranga (um). De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Anna Stella, em 2026, neste contexto — focar em menores de 15 anos —, a SES está orientando as coordenações municipais para que realizem atividades educativas e de busca ativa em suas regiões. “Outras atividades estão sendo realizadas com os municípios da 1a Macrorregião de Saúde e também, junto ao Complexo Hospitalar Clementino Fraga, referência no atendimento e tratamento da doença na Paraíba”, informou.

Quanto à redução de casos em 2025, Anna destaca que a SES desenvolveu diversas ações de qualificação e sensibilização dos profissionais de saúde nas três Macrorregiões de Saúde, com o objetivo de fortalecer a busca ativa de casos e o manejo clínico. “Com as capacitações, esperamos, para 2026, que haja a melhoria do desempenho na detecção de casos novos, com impacto direto no fortalecimento e na qualificação das ações municipais ao longo do ano”, disse.

Dia Mundial

A campanha é alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase e ao Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, que acontece no último domingo de janeiro. O tratamento da doença é realizado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a medicação é oferecida pelo SUS de forma gratuita. Ao iniciar o tratamento, a carga bacilar da doença diminui de forma gradativa e o paciente deixa de transmitir a doença para outras pessoas.

A hanseníase é uma doença crônica, de notificação compulsória, transmitida pelo Mycobacterium leprae, que é um bacilo com capacidade de infectar um grande número de pessoas. Atinge, preferencialmente, a pele e nervos periféricos e pode causar lesões neurais devido ao seu alto poder incapacitante. A transmissão ocorre pela eliminação do bacilo pelas vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe), por meio de contato próximo e prolongado com pessoas doentes e sem tratamento.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 15 de janeiro de 2026.