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juventudes nas letras

Coletânea é lançada no Espaço Cultural

publicado: 04/02/2026 08h33, última modificação: 04/02/2026 08h33
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Evento literário com a participação de jovens paraibanos é uma parceria entre a Sejel, a Funesc e a EPC | Foto: João Pedrosa

Com mais de 30 textos literários inéditos, escritos por jovens paraibanos de 15 a 29 anos, nas categorias Crônica, Conto, Poesia e Cordel, a coletânea “Juventudes nas Letras” foi lançada ontem, no Auditório 1, Mezanino 2, do Espaço Cultural José Lins do Rêgo.

A publicação, realizada pelo terceiro ano consecutivo com projeto gráfico e editoração da Editora A União, é resultado da composição de escritos selecionados em um prêmio literário homônimo ao livro, promovido em parceria entre a Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e Empresa Paraibana de Comunicação (EPC).

A presidente da Funesc, Bia Cagliani, reforça o papel da iniciativa no fomento à produção literária local, mediante a promoção de oportunidades para novos talentos. “O ‘Juventude nas Letras’ é uma conjunção de três órgãos que têm interesses comuns e transversais. Possibilitando que jovens publiquem obras autorais em uma coletânea, você está se preocupando não só com quem vai usufruir do bem cultural, mas também com o outro lado, com aquela pessoa que trabalha com arte e cultura. Para que assim, novos artistas entendam que esse ofício pode ser um trabalho no futuro”, destaca.

A diretora-presidente da EPC, Naná Garcez, ressalta a articulação feita através das atuações da Sejel e do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Comunitárias. “O secretário-executivo da Juventude, Pedro Matias, percorre o estado, junto com o pessoal da biblioteca e do Espaço Cultural, conversando com os jovens e estimulando a produção desses textos, que passam por uma análise. Então, quando esse material chega para nós, temos todo o cuidado editorial, de fazer uma capa bonita, uma edição bem legal, para valorizar mais ainda o trabalho, tanto dos professores quanto dos estudantes”, detalhou Naná.

Titular da Sejel, Pedro Matias avalia como ponto alto da iniciativa, a visibilidade dada às obras de jovens de todo o estado. “Nós temos essa alegria imensa em poder atingir jovens do Sertão ao Litoral, que estão apresentando as suas obras, envolvidos no mundo da leitura e da escrita. Além de contar com todo um incentivo financeiro que é direcionado aos vencedores de cada modalidade do concurso, importa muito também a publicação e a valorização: pegar essas obras que estão sendo produzidas, escritas pela juventude paraibana, e dar de fato a visibilidade que é merecida”, ressaltou.

Os autores dos três melhores trabalhos de cada categoria receberam prêmios em dinheiro no valor de R$ 1.000 cada, além de serem contemplados com 10 exemplares. A partir da quarta colocação de cada gênero, os autores recebem cinco exemplares da coletânea.

Na categoria Conto, o Prêmio Efigênio Moura teve em 1º lugar o texto “14 Novembro”, de autoria de Dante Duarte Santos e Silva. Estudante de graduação em Artes Visuais na UFPB, o escritor detalha que o conto resgata a experiência da transição de gênero, vivência pessoal de Dante. “O título é a data em que eu me assumi trans e fui expulso de casa.  O conto veio de um processo de muita dor, mas é também um desabafo sobre como eu preciso ficar me refazendo, e ainda parece que tem um fantasma de quem eu era, na sala, que está ali ainda, na visão da minha família”, detalha.

Com a crônica “O santo ajuda quem cedo é garupa”, retrata o cotidiano e as tradições do Agreste paraibano, trazendo um pouco do humor e da fé, Geilma Kaliane Vicente foi premiada com o terceiro lugar do Prêmio Ezilda Milanez. O edital contemplou, ainda, o Prêmio Violeta Formiga, na categoria Poesia, que teve o texto “A última queda”, de Cley Tornado em primeiro lugar, e o Prêmio Artur Silva, na categoria Cordel, com o texto “O velho pé de Oiticica”, de Hiury Évines de Souza como primeiro colocado.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 04 de fevereiro de 2026.