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no isea de campina grande

Morre jovem que teve o útero retirado após a morte de bebê

publicado: 26/03/2025 09h34, última modificação: 26/03/2025 09h34

por Marcelo Lima*

Danielle Morais Elô, de 38 anos, morreu na tarde de ontem, no Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande. Ela é mãe de Davi Elô, que morreu no parto em 1o de março, no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (Isea), localizado na mesma cidade. Hoje pela manhã, a Secretaria Municipal de Saúde do município deve conceder uma entrevista coletiva de imprensa sobre as mortes.

De acordo com a advogada Paula de Oliveira, o viúvo e pai da criança Jorge Elô registrou outro boletim de ocorrência pela morte de Danielle. “O acompanhamento inicial que fazemos é do inquérito policial instaurado por ocasião do falecimento do bebê e da lesão corporal a Dani. E agora o esposo registrou um boletim de ocorrência que vai dar ensejo a um novo inquérito, para que seja investigada essa trágica morte”, explicou. Além da morte do bebê em 1o de março, o útero de Danielle foi retirado e entregue ao marido naquela data.

A saga da família Elô começou no dia 27 de fevereiro, quando Danielle foi admitida no Isea para dar a luz a Davi. A equipe de saúde a submeteu a medicamentos que deveriam auxiliar no trabalho de parto. Uma sucessão de fatos culminou na morte do bebê e em sérias consequências à saúde de Danielle. A investigação policial deve esclarecer se houve imperícia, imprudência ou negligência no atendimento.

Na quinta-feira (13), Danielle passou por uma cirurgia (laparotomia), no Hospital Municipal Doutor Edgley, considerada bem-sucedida pela Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande. “A paciente apresentava quadro clínico geral bom e estável, o que ensejou a sua alta médica no último domingo (23)”, informou o órgão municipal por meio de nota à imprensa.

Mas, ontem, Danielle voltou a ser internada no Hospital Municipal Pedro I com sinais de acidente vascular cerebral hemorrágico, segundo a Secretaria de Saúde. “A equipe médica realizou todas as manobras para tentar preservar a vida da paciente, mas não foi possível salvá-la. A causa da morte está sendo investigada”, acrescentou a pasta da Saúde em nota.

De acordo com uma das advogadas da família, ainda não havia previsão para o velório e sepultamento de Danielle na noite de ontem. Conforme a profissional do Direito, o corpo de Danielle deve passar por uma perícia técnica no Instituto de Polícia Científica (IPC) para posteriormente ser liberado para a família. 

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 26 de março de 2025.