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“supergripe”

Número de mortes cresce 36,9%

publicado: 04/04/2026 08h31, última modificação: 06/04/2026 08h35
Maioria dos estados teve alta nos casos positivos de síndrome respiratória aguda grave associada à influenza A

por Daniel Rocha (Agência Estado)*

Os números de óbitos associados à influenza A aumentaram 36,9% no Brasil, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, segundo dados do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus é conhecido por causar a “supergripe”.

O avanço reflete o aumento dos registros de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados ao vírus em todo o país. De acordo com a Fiocruz, a maioria dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta sinais de crescimento de casos positivos. Já os estados do Pará, Ceará e Pernambuco registram sinais de queda, enquanto o Paraná começa a indicar aumento no número de casos.

No mesmo período, também houve crescimento relevante nas mortes relacionadas ao rinovírus e à Covid-19, com altas de 30% e 25,6%, respectivamente. No consolidado, a prevalência entre os casos positivos de SRAG foi liderada pelo rinovírus (45,3%), seguido por influenza A (27,4%), vírus sincicial respiratório (17,7%), Covid-19 (7,3%) e influenza B (1,5%).

Diante desse cenário, o boletim aponta que a maioria dos estados brasileiros encontra-se em nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Para a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, os dados reforçam a importância da vacinação, sobretudo para os grupos vulneráveis. “É fundamental que idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirma.

“Também é importante que gestantes a partir da 28a semana recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, acrescenta. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A começou em 28 de março em todo o país e segue até 30 de maio.

João Pessoa

A capital paraibana foi uma das cidades a decretar estado de emergência devido à alta de 108% dos casos de SRAG, quando considerados os meses de janeiro a março deste ano, em comparação com igual período de 2025. A medida foi publicada na última terça-feira (31) e tem vigência de 90 dias. Com isso, a Prefeitura de João Pessoa poderá adotar providências para enfrentar o cenário, como a dispensa de licitação, requisição administrativa de bens e serviços, além de ações  para reorganização da força de trabalho em saúde.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 04 de abril de 2026.