Com o foco voltado para promover uma cultura de paz e um ambiente seguro para os estudantes, colaboradores, professores e servidores públicos, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) deu início, nesta semana, à fase de testes do novo sistema de segurança a ser implementado no Campus I, em Campina Grande.
A partir do início de abril, o acesso aos principais prédios da instituição será controlado por meio de catracas de reconhecimento facial.
Inicialmente, os equipamentos foram instalados na Central Acadêmica Paulo Freire, no Centro de Ciência e Tecnologia (CCT), no Laboratório Multiusuário (LabMulti), no Laboratório de Engenharia Sanitária Ambiental e no Complexo de Laboratórios do CCT, espaços que concentram uma grande quantidade de estudantes no Campus I da universidade. O intuito é que, posteriormente, outros laboratórios e setores administrativos da universidade também recebam as catracas eletrônicas em suas entradas.
As catracas com identificação facial serão monitoradas pelo Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande (Cicc). Atualmente em fase de testes, a Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Ctic) tem orientado a comunidade acadêmica sobre como fazer a biometria facial para evitar dificuldades quando estas entrarem em funcionamento, no próximo mês.
O cadastramento das fotos será feito por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap), plataforma digital utilizada pela UEPB por alunos, técnicos e professores, e que já está em andamento. As imagens coletadas serão reunidas e enviadas para a empresa responsável pela implantação do serviço de reconhecimento biométrico na universidade. “Com essa foto cadastrada, os alunos poderão acessar os setores onde realizam suas atividades”, explicou Carlos Chaves, coordenador da Ctic.
Para facilitar o processo, da próxima segunda--feira (16) até o dia 31 de março, os usuários que ainda não tiverem foto cadastrada receberão uma notificação ao acessar o Suap solicitando o envio da imagem.
“Quando o usuário entrar no sistema, aparecerá uma janela solicitando o envio da foto nos formatos JPEG ou PNG, com fundo branco e o rosto bem visível. Após o envio, a imagem será analisada e, estando dentro dos padrões exigidos, será aprovada. O procedimento é simples e garante que todos tenham fotos de boa qualidade no sistema, permitindo que o reconhecimento facial funcione corretamente”, destacou o coordenador.
A maioria dos estudantes avalia de forma positiva o novo sistema de segurança. Para José Armando, aluno do primeiro período do curso de Jornalismo, a mudança deve tornar sua experiência na universidade mais segura. “É uma forma de controle bastante eficaz e que, com certeza, vai trazer mais segurança para todos nós. Inclusive, acredito que essa medida deveria ter sido adotada há muito tempo”, afirmou o graduando.
Por outro lado, Tayssa Monteiro, que está no último período do curso de Letras — Inglês, considera que apenas a instalação de catracas eletrônicas com reconhecimento facial não será suficiente para garantir a segurança na instituição. “É algo positivo, mas a universidade ainda possui muitos pontos cegos em relação à segurança. Além disso, o reconhecimento biométrico não impede que um aluno ou servidor, mesmo estando cadastrado no sistema, represente algum tipo de ameaça para quem circula pelo campus. As catracas, por exemplo, não impedem que alguém entre com uma arma dentro da mochila. São questões que precisam ser pensadas, mas sem dúvida já representam um avanço”, avaliou Tayssa.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 13 de março de 2026.