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Casas de taipa são substituídas por novas moradias no Sertão do estado

publicado: 25/02/2026 08h43, última modificação: 25/02/2026 08h43
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Barro propicia a proliferação do vetor da doença de Chagas | Foto: Divulgação/Gov.Br

As obras de substituição de 571 casas de taipa por moradias de alvenaria avançam na Zona Rural do Sertão da Paraíba. A retomada dos serviços foi oficializada na última quinta-feira (19), em Itaporanga, com a assinatura de termo aditivo. Das 571 unidades previstas em convênio, 412 já foram entregues e outras 159 devem ser concluídas até o fim de 2026, ampliando a proteção das famílias contra a doença de Chagas.

A iniciativa integra convênio firmado entre a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Piancó (Cisvap), com apoio das prefeituras municipais. O objetivo é promover melhorias habitacionais como estratégia de controle da doença de Chagas, historicamente associada a moradias precárias que favorecem a proliferação do inseto transmissor.

Do total previsto, 412 casas já foram reconstruídas nos municípios de Aguiar, Boa Ventura, Conceição, Coremas, Diamante, Emas, Ibiara, Igaracy, Itaporanga, Nova Olinda, Pedra Branca, Piancó e Santana dos Garrotes. Com a autorização para retomada, as 159 unidades restantes serão concluídas até o fim de 2026, nas cidades de Itaporanga, Emas e Santana dos Garrotes.

O valor total do convênio é de R$ 29,816 milhões, sendo R$ 29,015 milhões oriundos do Governo Federal, por meio da Funasa, e R$ 801,258 mil de contrapartida municipal. Até o momento, já foram executados R$ 15,301 milhões em recursos federais.

Controle de endemia

Durante a assinatura do termo aditivo, o superintendente da Funasa na Paraíba, Osvaldo Balduíno Guedes Filho, ressaltou o impacto da ação na qualidade de vida da população rural. Segundo ele, a melhoria habitacional é fundamental para o controle da doença de Chagas, ao garantir prevenção e mais dignidade às famílias beneficiadas.

O prefeito de Itaporanga e presidente do Cisvap, Azif Lemos, destacou a importância do reinício das obras para assegurar moradia adequada e melhores condições de vida à população.

A retomada dos serviços deve ocorrer nos próximos dias. As novas casas seguem padrões construtivos mais adequados, com estrutura reforçada, cobertura resistente e melhores condições sanitárias, reduzindo riscos e oferecendo mais segurança e conforto às famílias contempladas.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 25 de fevereiro de 2026.