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operação Aequita

Grupo racista teria comando na PB

publicado: 20/05/2026 08h56, última modificação: 20/05/2026 08h56
Polícia Federal investiga homem apontado como responsável por canal virtual que difundia conteúdos criminosos

A Polícia Federal (PF) na Paraíba deflagrou, ontem (19), a Operação Aequita, com o objetivo de apurar a prática do crime de racismo cometido pela internet, isto é, a divulgação de conteúdo discriminatório em plataformas digitais.

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Paulista, no Sertão paraibano, bem como medidas de quebra de sigilo telemático autorizadas judicialmente, contra um homem de 23 anos, que trabalha no comércio local.

De acordo com a PF, a investigação teve origem a partir de informações extraídas do sistema da organização não governamental (ONG) SaferNet, que tem como finalidade defender e promover os direitos humanos na internet. Os dados obtidos indicaram a existência de canal em aplicativo de mensagens que difundia conteúdo de caráter racista, com publicações que associavam inferioridade intelectual e física a pessoas negras, e distribuía materiais pseudocientíficos e mensagens ofensivas.

A partir dessa verificação, as diligências conseguiram localizar o suspeito por administrar o canal, além de identificar o vínculo com dispositivos e conexões utilizados para a prática das condutas averiguadas.

Ainda segundo a instituição, o material apreendido será submetido à análise pericial, com a finalidade de dar seguimento às apurações, verificar a eventual participação de terceiros e identificar a extensão da atividade criminosa.

Fraudes em concursos

No âmbito da Operação Último Elemento, a Polícia Federal cumpriu, ontem, mandado de busca e apreensão na cidade de União dos Palmares, em Alagoas, com a finalidade de aprofundar investigações, iniciadas na Paraíba, contra fraudes em concursos públicos.

A ação apura casos de possíveis irregularidades em certames da Polícia Federal para os cargos de agente e de delegado e é um desdobramento das operações Última Fase e Concorrência Simulada, que começaram no estado para investigar um grupo criminoso acusado de medidas fraudulentas em concursos públicos. 

Segundo o delegado Joziel de Brito, o suspeito que se encontrava em Alagoas fazia parte de um braço da organização criminosa (Orcrim) investigada. “É uma extensão da Orcrim que foi identificada a partir de delações premiadas de integrantes durante a primeira fase da operação”.

Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidos um aparelho celular e um computador. O material será submetido à análise pericial com a finalidade de contribuir para o andamento das investigações.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 20 de maio de 2026.