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Professores mantêm greve e audiência pública na CMJP é adiada

por publicado: 05/04/2016 14h10 última modificação: 05/04/2016 14h10
Olenildo Nascimento/CMJP Diversas categorias protestaram em frente à CMJP; audiência com os professores ficou para esta quarta-feira (6)

Diversas categorias protestaram em frente à CMJP; audiência com os professores ficou para esta quarta-feira (6)


A audiência pública que seria realizada na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na manhã dessa segunda-feira (4), para discutir reivindicações dos servidores da Educação do Município foi adiada. De acordo com o presidente da CMJP, vereador Durval Ferreira (PP), a categoria solicitou o adiamento para a próxima quarta-feira (6), às 11h. A audiência pública foi proposta pelo vereador Benilton Lucena (PSD).

Na sessão ordinária da última quarta-feira (30), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem-JP), Daniel de Assis, esteve na CMJP para apresentar as reivindicações da categoria, no primeiro dia de paralisação. Mais de 60 mil alunos estão há quase uma semana sem aulas na capital.

Segundo Daniel de Assis, a classe quer, além do reajuste salarial, correção nas gratificações e no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR); regulamentação do aumento da licença e bolsa para doutorado; formulação de um calendário de reformas para escolas; e capacitação para todos os profissionais da Educação, entre outras questões.

Daniel Assis, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP), explica que inicialmente, a reivindicação quanto ao salário dos professores e servidores era de reajuste de 11,36%, mas que agora, a categoria pede pelo reajuste de 10,77%, índice que corresponde à inflação do ano passado. De acordo com Daniel, em assembléia realizada na sexta-feira passada (1), o reajuste oferecido pela prefeitura foi de 0%, o que acarretou na deflagração da greve por parte dos 8.500 trabalhadores da educação no município.

Daniel afirmou que a situação nas escolas é precária, e que faltam materiais básicos como sabão e papel higiênico. Segundo o presidente do sindicato, nas unidades de ensino mais antigas a realidade é muito complicada, pois a prefeitura tem priorizado reformas menos urgentes como a instalação de condicionadores de ar em escolas mais novas. Ele enfatizou que, para além da questão salarial, os profissionais também pedem a criação de um calendário de intervenções nessas escolas. “Não existe manutenção nas escolas mais antigas. As salas de aula não têm ventilador e estão cheias de fiações descobertas e infiltrações. Quando chove, o professor não pode dar aula”, explicou.

Para uma professora da rede municipal que preferiu não se identificar, a atual gestão tem mostrado falta de compromisso com os professores. “Ainda no ano passado, a categoria teve que realizar uma greve de 30 dias e, mesmo assim, aqui estamos novamente. Nós somos desvalorizados. Há três anos que não recebemos o percentual correto de reajuste dos salários determinado pelo Ministério da Educação. O prefeito não pensa na nossa categoria. Algumas escolas não têm sequer uma quadra para a prática de esportes pelos alunos. A infraestrutura é péssima em muitos locais”, afirmou. 

Colaborou Jadson Falcão

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