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Socioeducação: Fundac lança Documentário Cine Transformar

por publicado: 21/05/2021 08h31 última modificação: 21/05/2021 08h31

O projeto Cine Transformar, da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida” (Fundac), acaba de se eternizar na história da socioeducação do estado da Paraíba. Nessa quarta-feira (19), o Cine Banguê foi palco para o lançamento de um documentário sobre o Projeto desenvolvido pelo eixo Esporte, Cultura e Lazer da Instituição, dirigido pela cineasta Mercicleide Ramos, que se encantou com as falas dos socioeducandos acerca dos filmes que assistiram e decidiu transformá-lo em filme. 

Para Nilton Santos, coordenador do eixo Esporte, Cultura e Lazer da Fundac, a Socioeducação do Estado vive mais um momento histórico. “Estamos dando cara a um projeto que está fazendo um diferencial dentro da socioeducação. Um projeto de cinema que se utiliza do audiovisual como ferramenta pedagógica para produzir um novo discurso de protagonismo juvenil, simulado através da imagem e do que é discutido e produzido a partir dela”, explicou.

“O Cine Transformar começa com a perspectiva de fazer jus ao nome e transformar aquilo que é comum aos nossos olhos. Foi nesse contexto que a Fundac ganhou destaque no conto da cineasta Mercicleide Ramos, que nos presenteou com esse documentário, destacando o trabalho realizado do nosso oficineiro Orlando Macena Júnior a quem eu sou muito agradecido, e que tem feito uma grande diferença no trabalho de ressocialização. Meu agradecimento especial hoje é para ele, que tem mudado a realidade de muitos adolescentes”, lembrou Nilton.

O jornalista, cineclubista e idealizador do Projeto, Orlando Macena Júnior, acredita que o Cine Transformar não faz nada de novo ou inédito no que tange à exibição de filmes para públicos sem acesso, “apenas dá vez e voz para que os socioeducandos tenham a oportunidade de discutir temas apresentados pelos filmes exibidos e que se sintam parte integrante da construção desse processo de mudança em que estão incluídos, o que mostra que o cinema pode ser muito mais que apenas diversão”.

Orlando agradeceu a todos os presentes e dedicou a noite ao irmão, Carlos Macena (que morreu fazendo cinema sete dias antes do lançamento do documentário), recordando a importância que ele e os pais tiveram em sua vida. “Não poderia deixar de agradecer à diretoria técnica. Sem a Ditec, nada disso seria possível. Espero que vocês gostem do filme e que a gente possa continuar transformando vidas através do cinema”, disse.

Durante a solenidade, a presidente da Fundac, Waleska Ramalho, falou um pouco do sentimento de realização e do desejo de ver o Projeto ganhar o mundo e chegar a outras fundações. “Hoje é um dia de celebração e muita realização para nós por estamos em prol dos socioeducandos, fazendo um trabalho por acreditar exatamente na transformação. O Cine Transformar representa uma pedagogia de acesso ao cinema que a Fundac acredita ser para todos os adolescentes e jovens da socioeducação”, disse. 

Waleska agradeceu ao governador João Azevêdo por acreditar e investir, cada vez mais, na política de socioeducação, bem como o Cedca e a Sedh, na pessoa de Tibério Limeira, que incansavelmente vem apoiando a transformação da Fundac. A presidente lembrou também de toda equipe da Fundac, que vem se esforçando para que a gestão possa caminhar e da produção do documentário. 

Mercicleide Ramos, diretora do documentário, externou a emoção de estar na solenidade de lançamento do filme, agradecendo a todos os envolvidos na produção da obra. “Quando eu soube do Cine Transformar, através de Orlando, eu logo me encantei pela história. Eu gosto de boas histórias e adoro contá-las. Para mim, isso não é trabalho, é um prazer. Eu me diverti, me emocionei e aprendi com cada um deles. Reconfigurei as minhas ideias”, relatou a diretora.

“O filme é muito simples, ele fala sobre o cinema como ferramenta de transformação e como educação. Ele não fala apenas sobre o projeto Cine Transformar, que brilhantemente vem sendo realizado pela Fundac; ele também fala sobre sonhos e mostra a motivação desses jovens através do cinema. Para mim, foi uma alegria estar na direção do documentário e espero que o projeto, ao longo do tempo, venha contribuir cada vez mais com a Fundac”, comentou Mercicleide dedicando a noite a Carlos (irmão de Orlando) e a toda família Macena, a qual ela admira muito.

“Precisamos inovar dentro das práticas do Sinase, e nossa equipe tem um grau muito grande de criatividade, e a coordenação do eixo Esporte, Cultura e Lazer é um exemplo disso. Temos que multiplicar e fortalecer o que está dando certo e criar outras estratégias para o que a gente sabe que tem grandes potenciais", avaliou Rafael Honorato, diretor técnico interino da Fundac, lembrando que o trabalho realizado junto à Diretoria Técnica é baseado na crença da transformação dentro da socioeducação.

Jamil Richene, presidente do Conselho Estadual dos direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba (Cedca), representou o secretário de estado do Desenvolvimento Humano, Tibério Limeira, e lembrou que a Secretaria está de portas abertas para fortalecer, priorizar e contribuir com a política de socioeducação da Fundac, prezando o que está previsto no Sinase. “A política socioeducativa é integral e conjunta e o Conselho está ao lado da Fundac em busca de recursos para potencializar cada vez mais as ações da Fundac”, enfatizou.

O início da solenidade foi marcado pela fala de um adolescente que cumpre medida judicial no Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE) e fez questão de agradecer a oportunidade que a Fundac vem dando aos socioeducandos. “A maioria da sociedade acha que a gente não é ninguém na vida, mas sempre tem pessoas como vocês, que dão oportunidades e acreditam em nós. Só tenho a agradecer essa oportunidade de estar participando desse projeto e pedir que vocês continuem acreditando na gente”, ressaltou o socioeducando.

O lançamento do documentário contou ainda com a apresentação musical de um socioeducando do Centro Educacional do Adolescente (CEA/JP), que vem transformando em versos suas saudades, tristezas e desilusões amorosas. Ele é considerado mais um talento descoberto pelo Eixo Esporte, Cultura e Lazer, durante as visitas de bastidores do Cine Transformar.

A Fundac aproveitou ainda a oportunidade para homenagear um socioeducando que, durante o último concurso de redação da Instituição, ajudou e orientou um colega de quarto na produção de sua redação. Na ocasião, a coordenadora do eixo Egresso, Celyane Sousa, entregou um prêmio ao interno como forma de reconhecer o ato de amizade do socioeducando em um mundo cada vez mais individualista. 

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