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Eduepb e Editora A União - ‘Cartas a Paulo Freire’ vence 8° Prêmio Abeu

por publicado: 21/11/2022 10h47 última modificação: 21/11/2022 10h47
Foto: Amanda Ramalho/Divulgação Cidoval Morais e Alexandre Macêdo (ambos com o prêmio), na cerimônia, em São Paulo

Cidoval Morais e Alexandre Macêdo (ambos com o prêmio), na cerimônia, em São Paulo

 

Conjunto de três livros lançados pela Editora da Universidade Estadual da Paraíba (Eduepb), em parceria com a Editora A União, da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), a obra ‘Cartas a Paulo Freire: escritas por quem ousa esperançar’ foi a grande vencedora da categoria Ciências Humanas da 8ª edição do Prêmio Associação Brasileiras das Editoras Universitárias (Abeu), realizada ontem à noite, no Teatro da Unibes Cultural, em São Paulo.

O coordenador do projeto, o professor Cidoval Morais de Sousa, diretor da Eduepb, e o gerente da Editora A União, o jornalista Alexandre Macêdo, estiveram presentes à premiação. “Neste momento, a palavra que tenho é: Freire vive! Freire vive!”, exclamou o professor Cidoval, ao receber o prêmio. “(O educador pernambucano) está presente não só nessa obra, produto de mais de mil mãos, mais de dez países, mais de 300 cartas escritas com amor, paixão e - pelo termo que Paulo Freire gostava de utilizar -, com muita amorosidade, fazendo denúncia e, ao mesmo, tempo, denúncia, e o anúncio dessas cartas é que vem um novo tempo. E esse novo tempo parece que está surgindo”, declarou.

Para Alexandre Macêdo, o prêmio da Abeu é a cereja do bolo de uma parceria que tem rendido bons frutos entre a Editora A União e a Eduepb. “Os últimos anos nos obrigou a fomentar parcerias para continuar na resistência, e a parceria entre a Editora A União e a Eduepb é uma dessas parcerias que traz bons resultados, não só para as entidades, como para toda a sociedade”, declara o jornalista.

O projeto editorial foi uma ação coletiva que envolveu mais de 400 autores e mais de 220 cartas em 10 países. No primeiro volume, são 70 cartas escritas por professores de todos os estados e regiões do país, que trabalham com esperança em seu cotidiano sob a influência do educador (1921-1997).

O segundo tomo conta com participações de cartas de freireanos de países da América Latina, como Peru, Chile, Colômbia, Argentina e Equador, além da Espanha e Portugal. Já o terceiro livro reúne cartas de profissionais de vários países da América Latina, África, Europa e Canadá, além da representação de todas as regiões brasileiras.
O livro traz também uma seção de depoimentos, com destaque para textos da viúva de Paulo Freire, a doutora em educação Ana Maria Araújo Freire. Há também depoimentos de uma prima de Freire, Nathercia Lacerda, para quem o filósofo recifense enviava cartas enquanto estava exilado no Chile.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa de 19 de novembro de 2022.

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