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Projeto oferece terapias gratuitas

publicado: 19/03/2026 08h44, última modificação: 19/03/2026 08h44
Aberta a todo o público, iniciativa no Campus I da UFPB disponibiliza práticas integrativas e complementares de saúde
2026.03.18 Projeto Capela na Ufpb © Leonardo Ariel (4).JPG

Voluntários de dentro e fora da universidade prestam serviços na capela ecumênica da instituição | Fotos: Leonardo Ariel

por Camila Monteiro*

Ioga, meditação, acupuntura, plantão psicológico, massoterapia e dançaterapia são alguns dos serviços oferecidos pelo Projeto Capela da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De segunda a sexta-feira, a iniciativa oferece, gratuitamente, uma programação de mais de 25 práticas integrativas e complementares de saúde, visando ao bem-estar físico, emocional e espiritual. O público--alvo não é só a comunidade universitária — alunos, professores e servidores —, mas também o público externo da instituição. Os atendimentos acontecem no Campus I, em João Pessoa, na capela ecumênica da universidade, em frente ao Colégio de Aplicação.

As atividades, realizadas por voluntários internos e externos à UFPB, compõem uma iniciativa da Coordenação de Educação Popular (Coep), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFPB.

O dia que conta com uma maior variedade de terapias é a quarta-feira, com atendimentos pela manhã, das 8h às 12h, e à tarde, das 14h às 17h. “Temos uma diversidade de práticas, todas gratuitas, para ajudar as pessoas no seu emocional. Aqui é um espaço de acolhimento, para que cada um saia melhor do que chegou”, explicou o coordenador dos terapeutas, José Marcos Mercês. 

massoterapia, meditação e acupuntura estão entre as opções

Segundo Adriana Pimenta, colaboradora externa do Capela, são atendidas, atualmente, cerca de 80 pessoas às quarta-feiras, sem contar com o público das atividades que acontecem nos outros dias da semana, nas práticas em grupo e nos plantões psicológicos.

O servidor da UFPB Júlio Américo, que também atua como voluntário na iniciativa, afirmou que os atendimentos acontecem de maneira personalizada. “As pessoas chegam, preenchem um cadastro e, depois, sua demanda é avaliada; se ela vai para a escuta psicológica, se é uma massagem, reiki... Então os atendimentos são individualizados”, relatou. Além da singularidade, como apontou Júlio, os serviços prezam pela empatia. “É uma pessoa que chega ali, então, independentemente de condição social, cor, orientação sexual, a gente trata como pessoa. É um projeto que trabalha muito com o processo de humanização do atendimento”, detalhou.

Ele enfatizou, ainda, que o Capela evidencia um dos pilares do ensino em uma instituição pública de educação: a extensão. Para Júlio, a relevância da iniciativa traduz-se em fazer chegar à população o acesso à saúde. “A extensão é a ponte da universidade com a sociedade, e o projeto oferta serviços que vão além dos muros da UFPB”, destacou.

Renata Alves, técnica em Análises Clínicas, frequenta o espaço há oito meses. “Tenho fibromialgia e descobri os serviços em um grupo sobre a doença. A gente sai daqui muito, muito mais leve. É muito boa a sensação de tranquilidade, de calmaria que a gente fica após os atendimentos, e até de melhora física também”, comentou.

O relato coincide com a finalidade do projeto. De acordo com Adriana, a importância de ofertar essas práticas é oferecer, de forma gratuita e comprometida, a escuta qualificada e o acolhimento, juntamente com o cuidado holístico, diminuindo o uso expressivo e abusivo de medicações alopáticas e melhorando a qualidade de vida do interagente — termo utilizado nas terapias holísticas para substituir “paciente”.

Mais informações

A agenda de atividades do Projeto Capela pode ser conferida no perfil de Instagram @projetocapelaufpb.

*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 19 de março de 2026.