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Socioeducandos aprendem a cultivar plantas em terrários

por publicado: 27/10/2017 19h05 última modificação: 27/10/2017 22h28
Secom-PB As  plantações foram resultado de uma oficina ministrada aos socioeducandos do Centro Educacional do Jovem, da Fundac

As plantações foram resultado de uma oficina ministrada aos socioeducandos do Centro Educacional do Jovem, da Fundac


Cultivar pequenas plantações em uma espécie de ecossistema em miniatura denominada terrários. Essa é a finalidade da oficina que foi ministrada pelas professoras de Artes da Escola Cidadã Integral Almirante Saldanha aos socioeducandos do Centro Educacional do Jovem, unidade socioeducativa da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac). “O terrário é um recipiente com pequenas plantações, que podem ser feitas em potes de vidro ou de plástico e transparentes – uma espécie de ecossistema em miniatura, que pode ser aberto ou fechado, onde cultivamos algumas espécies de plantas, simulando o seu ambiente natural”, explicou Flávia Tavares, coordenadora pedagógica no CEJ.

A iniciativa da oficina partiu das professoras de Artes da Unidade Socioeducativa Naiara Misa e Maria de Lourdes, com o objetivo de “despertar nos socioeducandos, além da criatividade, o sentimento de cuidar; a paciência para observar o que acontece com as plantas no decorrer das aulas e dos dias a seguir; a delicadeza no plantar, construir e enfeitar o seu minimundo ou minijardim, e a responsabilidade de manter esse minimundo vivo e bonito”, explicou Flávia Tavares.

A professora Naira descreveu que “a oficina partiu da necessidade de trabalhar a motricidade, o protagonismo e o lúdico, pois cada um criou o seu minimundo e terá que passar a observá-lo e cuidar para mantê-lo vivo, além de possibilitar aos socioeducandos o conhecimento de alguns aspectos da vida vegetal e animal, na medida em que pudessem observar como as plantas respiram e se alimentam, e a importância da água, do ar e da luz para sua sobrevivência, e proporcionar o conhecimento de algumas espécies de plantas, estreitando, dessa forma, o seu contato direto com a natureza, já que se encontram temporariamente privados desse tipo de experiência”.

Flávia Tavares relatou que os jovens estavam bem empolgados com a construção dos terrários. “Esse foi um momento muito interessante para os jovens, pois trouxe uma reflexão sobre a vida e o ato de cultivar, uma vez que os socioeducandos se propuseram a cuidar de ‘uma vida’, dando, assim, mais valor à própria existência”, enfatizou a coordenadora pedagógica da Escola Cidadã Integral Almirante Saldanha, no CEJ.

“Ao saber que essas produções (terrários) seriam expostas aos familiares na quarta-feira (25) durante o Festival da Primavera, eles se dedicaram e fizeram com mais capricho ainda. A proposta da atividade é que ela não fique restrita apenas a uma aula, mas que todos os jovens da unidade possam conhecer e aprender sobre os terrários em vários outros momentos e que pensem nesse trabalho como uma renda financeira. Já que o intuito da socioeducação é pensar na ressocialização desses jovens, vamos oferecer ferramentas para que isso ocorra”, finalizou a coordenadora pedagógica do CEJ.

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